13 Maio 2022, 10:46

Rússia diz que negociações com Ucrânia continuam, mas à distância

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Moscovo, 09 mai 2022 (Lusa) – A Rússia disse hoje que as negociações com a Ucrânia para pôr fim à campanha militar no país vizinho continuam, mas por via não presencial, segundo o negociador-chefe de Moscovo, Vladimir Medinsky.


“As negociações em formato remoto não cessaram”, afirmou o antigo ministro da Cultura russo em declarações à agência Interfax.


Medinsky descartou que possa haver em breve novas reuniões presenciais com negociadores ucranianos, sublinhando que para isso seria necessário haver “coisas mais específicas em cima da mesa”.


O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, propôs em 26 de abril elevar as negociações, que antes decorreram em Istambul, ao nível dos líderes, oferecendo-se para acolher na Turquia uma cimeira dos Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.


O Presidente ucraniano disse, repetidamente, que está disponível para se encontrar pessoalmente com Putin, que, no entanto, só aceita sentar-se com o seu homólogo ucraniano quando forem aceites as condições russas, incluindo a independência das regiões independentistas pró-russas do Donbass e da península da Crimeia, esta anexada pela Rússia em 2014.


Erdogan defendeu que deve ser mantida a “dinâmica positiva” das negociações realizadas em Istambul entre delegações dos países em guerra, o que beneficiaria ambas as partes e abriria caminho a uma paz que é do interesse de todos.


A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar provocou já a morte de mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.


A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



ANP // JH


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