30 Junho 2022, 00:02

Santana Lopes diz que CAE há 20 anos na Figueira da Foz foi “pedrada no charco”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Figueira da Foz, Coimbra, 25 mai 2022 (Lusa) – O presidente da Câmara da Figueira da Foz considerou hoje que o Centro de Artes e Espetáculos (CAE), que faz 20 anos, representou um “virar de página” na região Centro e uma “pedrada no charco” do centralismo português.


“O CAE é um caso de grande e enorme sucesso e não é por ter ultrapassado um milhão de visitantes. Na região Centro, a Figueira da Foz ter um equipamento com esta qualidade é uma pedrada no charco no centralismo português”, disse à agência Lusa Pedro Santana Lopes.


O autarca, responsável pela sua construção na primeira passagem pela presidência daquele município, salientou que aquele equipamento veio permitir aos figueirenses “ter direito ao mesmo que as pessoas de Lisboa e do Porto veem, às grandes produções e aos grandes nomes da arte e do espetáculo do mundo”.


Para o presidente da Câmara da Figueira da Foz, construir um equipamento cultural com a qualidade do CAE, “num país que só olha para Lisboa e pouco mais, representou um virar de página para toda a região”.


“Acho que a melhor maneira de pensar o que representa o CAE é fazer a pergunta ao contrário, o que seria a Figueira se não houvesse o CAE?”, enfatizou Pedro Santana Lopes, que em setembro foi eleito para a presidência do município à frente do movimento Figueira a Primeira.


Segundo o antigo primeiro-ministro, “as pessoas sabem que o CAE faz parte do dia-a-dia da Figueira da Foz, para muitos e muitos figueirenses, nos grandes espetáculos, nas festas de colégios, na formação, para as escolas, nas representações e, mais importante, para os grandes nomes que vêm de fora ou do concelho e para as coletividades com mais dificuldades”.


“Acho que é de manter esta linha, principalmente quando há uma preocupação neste mandato na área da cultura, que passa pelo desenvolvimento da formação musical”, frisou o autarca, salientando que o CAE “tem de ter uma ligação cada vez maior com as escolas, à juventude e às novas gerações” para o desenvolvimento de “altos valores”.


Considerando que isso já está a acontecer na área do teatro e da música, Santana Lopes entende que “é preciso fazer mais para mudar o panorama do futuro e termos as novas gerações a gostar de arte e de cultura”.


“O projeto de futuro é continuar a ser fiel à ideia inicial”, sublinhou.


Para assinalar as duas décadas de existência do CAE, o município da Figueira da Foz preparou uma programação especial, com a realização de diversos eventos para variados públicos, que começa com um concerto de Matias Damásio no dia 01 de junho, às 21:30, no Parque das Abadias.


Na mesma data, em que se comemora o Dia Mundial da Criança, é exibida, no Grande Auditório, a peça infantil “Feliz Aniversário”, pelo Teatro Infantil de Lisboa, com sessões pelas 10:30 e 14:30.


No mesmo dia, pelas 18:30, serão inauguradas as exposições “Um Projeto com Memória”, tendo por base os estudos para o edifício do arquiteto Luís Marçal Grilo, “Luz para as Abadias” e “Luz para as Abadias — 20 Anos Depois”, ambas da autoria da fotógrafa Luísa Ferreira, que estarão patentes até 28 de agosto.


O programa de comemorações estende-se até ao dia 17 de junho, com várias atividades culturais.


O CAE possui dois auditórios, com 200 e 800 lugares, anfiteatro exterior, foyer, salas de apoio, estúdios e quatro salas de exposições, estando situado junto ao Parque das Abadias e ao Museu, Biblioteca e Arquivo Municipal.


 


AMV // JEF


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