25 Outubro 2021, 14:06

Santander mantém-se “irredutível” no despedimento coletivo de 210 trabalhadores

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 16 set 2021 (Lusa) — O Santander Totta mantém-se “irredutível” no despedimento coletivo de 210 trabalhadores, garantiram hoje seis sindicatos da banca, que se reuniram com a administração da instituição financeira.


Em comunicado conjunto, o Mais Sindicato, SBN – Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro, Sindicato dos Bancários do Centro (afetos à UGT), Sintaf (ligado à CGTP), Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários e Sindicato Independente da Banca (independentes) disseram que o banco “mais uma vez demonstrou uma total insensibilidade perante trabalhadores que durante anos deram o seu melhor à instituição e mantendo-se irredutível em avançar com o despedimento coletivo de cerca de 210 bancários”.


As organizações, que decidiram avançar com uma greve, também devido a despedimentos no BCP, referiram que “apesar de tudo terem feito para evitar este desenlace, nunca se furtando ao diálogo e à negociação, apresentando soluções alternativas em cada momento, tanto no BCP como no BST [Banco Santander Totta], não foi possível vencer a intransigência das administrações — e mesmo depois de terem já reduzido cerca de dois mil postos de trabalho”.


O Santander Totta pretende a saída de 685 trabalhadores. Fonte oficial do banco disse na semana passada à Lusa que já foi acordada a saída com mais de 400 trabalhadores (reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo). Havia 230 funcionários com os quais não tinha chegado a acordo, pelo que poderão ser abrangidos por despedimento, mas o número não era ainda definitivo.


Já o BCP anunciou na semana passada que vai fazer um despedimento coletivo de 62 trabalhadores, segundo uma mensagem do presidente executivo aos funcionários do banco, a que a Lusa teve acesso.


Quanto a outras saídas, o banco chegou a acordo com cerca 700 trabalhadores por rescisão por mútuo acordo, reforma antecipada e pré-reforma.


Os sindicatos têm acusado os bancos de repressão laboral e de chantagem para com os trabalhadores, ao mesmo tempo que têm elevados lucros, acrescentam.


O BCP teve lucros de 12,3 milhões de euros no primeiro semestre (menos 84% do que no mesmo período de 2020) e o Santander Totta 81,4 milhões de euros (menos 52,9%).


 


 


ALYN (IM) // JNM


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