15 Maio 2022, 10:41

Santos Silva em defesa da multilateralismo e resolução diplomática de conflitos

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal


Lisboa, 24 abr 2022 (Lusa) — O presidente da Assembleia da República assinalou hoje o Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz, defendendo a concertação entre países e a resolução diplomática de conflitos.


Augusto Santos Silva, ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, transmitiu esta mensagem na sua conta oficial no Twitter, num vídeo gravado na escadaria interior da Assembleia da República.


“Celebramos hoje um princípio fundamental da ordem internacional baseada nas regras, o princípio de que os conflitos devem ser prevenidos e evitados através da diplomacia para a paz e que devem ser resolvidos, se ocorrerem, por via pacífica, através de canais diplomáticos e políticos”, afirma.


Santos Silva realça que “o multilateralismo é a concertação dos países para tratarem em conjunto dos problemas comuns” e que “a Assembleia da República participa em organizações parlamentares multilaterais, como a Assembleia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), do Fórum Ibero-Americano, do Conselho da Europa ou da NATO”.


“Portanto, hoje também os parlamentares se associam a este dia internacional que comemora o multilateralismo e valoriza a diplomacia para a paz”, acrescenta.


O presidente da Assembleia da República refere que o Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz foi instituído em 2018 por resolução das Nações Unidas.


Esta data é assinalada num momento de invasão russa da Ucrânia, iniciada há dois meses.


O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, tem previstos encontros com o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, em Moscovo, na terça-feira, e com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Kiev, na quinta-feira.


Este Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz coincide com a segunda volta das eleições presidenciais em França, em que o Presidente em exercício, Emmanuel Macron, centrista liberal, defronta Marine Le Pen, da extrema-direita.


IEL // SF


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