06 Julho 2022, 07:21

“Sou um homem do povo e é para ele que trabalho” – Carlos Pinto

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Entrevista a:

Carlos Pinto
Presidente da Junta de Freguesia de São Félix da Marinha

Embora se encontre na reta final do seu exercício enquanto autarca, Carlos Pinto, presidente da Junta de Freguesia de S. Félix da Marinha, ainda tem vários projetos que pretende implementar até ao final do mandato. A construção de um gimnodesportivo e de um parque urbano de lazer, a dinamização empresarial na zona industrial, bem como a construção de habitação de renda acessível, são alguns dos que, ainda, pretende concretizar.

O investimento que Carlos Pinto ainda quer ‘trazer’ para a freguesia, com a participação direta da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, representa “alguns milhões de euros”.
“Só a construção do gimnodesportivo, a implementar junto ao campo do Clube de Futebol de S. Félix da Marinha, está orçada em 1 milhão e 200 mil euros”, assegurou, o autarca, ao Mundo Atual. A construção de um parque urbano de lazer, na zona de Moinhos, seria “uma boa contribuição para os tempos livres das famílias”, que ali teriam “uma estrutura para desfrutar da natureza”, a par da implementação de módulos para a prática desportiva ao longo da Avenida da Liberdade.

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“A disponibilização de várias estruturas para a prática de exercício físico, constituiria uma espécie de ‘ginásio ao ar livre’ importante para a diversificação da oferta de atividades junto da população da freguesia”, informou, lembrando, ainda, a pretensão urgente de requalificar os passeios e piso da estrada n.º 109, entre a Granja e Espinho, bem como a construção de uma rotunda no término deste percurso. Ao longo dos nove anos à frente da Junta, as necessidades da freguesia foram sendo colmatadas e as obras realizadas, em prol dos S. Félix Marinhenses.
“Foram feitas inúmeras intervenções ao nível dos arruamentos, que se encontravam em muito mau estado”, lembrou, garantindo, ainda, que todos os trabalhos de jardinagem e de obras no cemitério passaram a ser assegurados por colaboradores da autarquia. Carlos Pinto destacou, também, a requalificação da capela mortuária e a construção da «Casa da Cera e das Flores», no cemitério paroquial, bem como “a abertura de um caminho que liga Brito a Lugar de Espinho”. A criação, em 2014, da feira semanal da Praia da Granja, que se realiza, semanalmente, ao sábado, foi também uma iniciativa que agradou à população local.

Projetos urbanísticos

A reabilitação do edifício da Junta de Freguesia, onde gostaria de ver implementado um auditório – infraestrutura inexistente na freguesia – é, também, uma ambição do autarca.
“O objetivo será o de dotar o espaço de melhores condições de utilização, quer para fregueses, quer para colaboradores”, refere. A par do alargamento da Ponte da Bela, e de forma a encurtar o trajeto entre a sede do Rancho Folclórico – que gostaria, também, de ver finalizada – e o campo do clube de futebol, o autarca quer promover, ainda, a construção de um passadiço.
No sentido de colmatar algumas carências de habitação, alargadas ao universo dos 17 mil habitantes da freguesia de S. Félix da Marinha, Carlos Pinto pretende disponibilizar um terreno da junta para a construção de habitação a renda acessível.
“Este é um projeto local importante que vamos tentar implementar com a colaboração da Câmara Municipal”, admite, salientando que também é pretensão da Junta “a reabilitação de toda a zona envolvente à Praia da Granja”.

© Amândia Queirós | Mundo Atual

“Foi preciso um grande esforço para equilibrar as contas da Junta”

Quando chegou à liderança da Junta, Carlos Pinto, que se diz “um homem do povo e que para ele trabalha” encontrou uma autarquia endividada, com um orçamento completamente desequilibrado.
“Processos em tribunal, dívidas avultadas e falta de liquidez foram os problemas mais complicados que encontramos”, conta.
Os avultados débitos e as questões na Justiça acabaram por se estender, transversalmente, pelos mandatos, já que são processos morosos.
“Apesar desta luta constante no sentido de resolver contas antigas, que, infelizmente, herdamos de outros, e de todas as dívidas que tivemos de ir pagando, conseguimos equilibrar as contas, e, inclusivamente, acabamos o ano com um saldo positivo de 51 mil euros”, salientou ao Mundo Atual.

“Tornei-me autarca com poucos anos de filiação partidária”

Aos 63 anos, e no final dos 12 que irá cumprir como presidente de junta, Carlos Pinto pondera deixar o “mundo da política”.

“Este é um cargo que continuo a desempenhar com toda a satisfação e dando o meu melhor. Terminando este trabalho, que desempenhei por vontade da maioria que me elegeu, possivelmente irei afastar-me da política”, referiu. Carlos Pinto filiou-se no Partido Socialista pouco antes de fazer 50 anos. Foi convidado para integrar a lista do partido à Junta de S. Félix, logo nas autárquicas de 2009, que acabaria por perder. Mas, a partir de 2013, conquistou o pleno de mandatos, sempre com maioria absoluta, o que muito o orgulha, pela confiança que a população nele depositou.

Natural de Santa Maria da Feira, viveu até aos oito anos em Espinho, altura em que a família se mudou para S. Félix da Marinha. E foi nesta freguesia que se manteve ao longo da vida, com algumas incursões profissionais pela Europa – Inglaterra e Bélgica – e África do Sul, acabando por regressar de vez àquela que considera como ‘a sua terra’.

Marmorista de profissão, atividade que desenvolve desde os 11 anos de idade, Carlos Pinto aprendeu música, foi jogador de futebol de salão e presidente do clube local – o Clube de Futebol de S. Félix da Marinha.

Casado, com filhas e netos, gosta de convívios e de passar grande parte dos seus tempos livres com os amigos, um velho hábito que não deseja abandonar.

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