03 Agosto 2022, 14:55

Teatro D. Maria II assinala 100 anos da companhia Rey Colaço – Robles Monteiro

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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Uma leitura encenada intitulada “Malhereusement Amélie est née — uma carta de amor”, a decorrer no próximo dia 26, no Salão Nobre do Teatro D. Maria, em Lisboa, assinala o centenário da criação da companhia teatral Rey Colaço – Robles Monteiro.

A iniciativa é dirigida pelas atrizes Inês Vaz e Mónica Garnel, bisneta de Amélia Rey Colaço, e assinala o centenário da criação da companhia Rey Colaço — Robles Monteiro, que se apresentou ao público para primeira vez em 18 de junho de 1921.

“Zilda”, do jovem dramaturgo Alfredo Cortez, protagonizada por Amélia Rey Colaço, foi a peça que marcou a estreia desta companhia teatral, a estrutura com a mais longa vida no teatro em Portugal, totalizando 53 anos de atividade, e que teve por ‘residência’ o atual Teatro Nacional D. Maria II (na altura, Teatro Almeida Garrett), a partir de 1929.

Apresentar uma “celebração” da companhia num espetáculo em formato de leitura encenada, que pretende também refletir sobre a história do teatro em Portugal no século XX, assim como do país, tendo em conta a sua longevidade, foi o objetivo da iniciativa, disse Mónica Garnel à agência Lusa.

Para a conceção do espetáculo, que surgiu como resposta a um desafio feito pelo diretor artístico do D. Maria II, Pedro Penim, a equipa utilizou materiais como cartas da que é considerada a maior atriz de teatro do século XX, Amélia Rey Colaço, programas televisivos e radiofónicos.

“Um material muito rico e que abrange tantas vertentes da sociedade e obviamente do teatro, da história do teatro, mas também da história de um país”, Mónica Garnel à Lusa, reforçando a memória de Amélia Rey Colaço, “uma mulher absolutamente inspiradora e que marcou o século XX”.

Nas palavras da bisneta da atriz, “Malhereusement Amélie est née — uma carta de amor” constitui também uma “oportunidade de cruzar o passado com o presente e refletir sobre os problemas do teatro”.

Livros e entrevistas foram igualmente o ponto de partida para a leitura encenada na qual os atores irão contar episódios marcantes que selecionaram sobre a cofundadora da companhia Rey Colaço – Robles Monteiro, que foi a concessionária do D. Maria II por 35 anos, até ao incêndio de 02 de dezembro de 1964.

A companhia foi dissolvida dez anos mais tarde, depois de ter tido ainda, como principais palcos, o antigo Teatro Avenida, o Teatro Capitólio e o Teatro da Trindade.

De entrada gratuita mediante reserva de ingressos, o espetáculo de leitura encenada decorre às 15:00 de sábado, 26 de fevereiro, e conta com interpretação de Mónica Garnel, Inês Vaz e de um grupo de jovens recém-licenciados da Escola Superior de Teatro e Cinema.

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