04 Julho 2022, 01:32

TGV em Gaia: “Está garantido que vai haver estação”

©Amândia Queirós | Mundo Atual
Susana Faria Administrator

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O presidente da Câmara de Gaia revelou hoje, no final da reunião de executivo, que a avaliação que está a ser realizada por parte da Infraestruturas de Portugal ao projeto da passagem do TGV no concelho, não coloca em causa a construção de uma estação de TGV, mas sim “como será feita”.

“Está garantindo que vai haver uma estação em Gaia. O projeto do TGV estava pronto desde 2009 e ficou parado por causa da crise. Quando agora, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Governo decidiu alocar uma verba não à totalidade do TGV, mas sim ao troço Porto – Soure, fomos contactados para recuperarmos e revermos o projeto”, começou por explicar o presidente quando questionado pelo Mundo Atual.

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A principal alteração ao projeto inicial “é a estação de Gaia e esse ponto ficou definido”. O autarca frisa que essa alteração “implicou um reajustamento do traçado que, inicialmente, seria totalmente subterrâneo e agora vai a ter em Santo Ovídio uma ligação com o metro” e, a partir disso, “surge esta reavaliação que está a ser feita pela Infraestruturas de Portugal”.

Eduardo Vítor Rodrigues garante que em termos de acréscimo financeiro não há nenhuma consequência, “porque estamos a falar de uma estação num local onde o comboio já passaria”.

“A Infraestruturas de Portugal disponibilizou o documento e disse, e muito bem, que a situação de Gaia ainda está em avaliação, como tudo vai ser feito e não se vai ser feito. Em princípio, a avaliação ficará concluída em abril”, esclarece o autarca.

“Queremos a estação porque ajuda a viabilizar o TGV e ajuda as pessoas”, enaltece.

Autarquia empenhada na reintegração dos refugiados

Entretanto, a autarquia gaiense sublinhou que o apoio aos refugiados ucranianos continua a ser uma das prioridades e está já a ser pensada a integração das crianças nas escolas.

“Neste momento, a questão mais premente é referente à reintegração nas escolas e vai ser planeada nas próximas semanas. É preciso também ter em conta que quando estas pessoas chegam ao nosso País não têm que ir a correr trabalhar ou serem reintegradas de imediato em estabelecimentos de ensino. Têm que estabilizar emocionalmente, ser acompanhadas e descansar”, sublinhou o presidente.

A autarquia, além de acolher os refugiados ucranianos, está ainda a verificar as condições de vacinação, “uma vez que o plano de vacinação da Ucrânia é distinto do nosso”.

“Queremos recebê-los, ajudá-los em questões de saúde, dar-lhes tranquilidade e depois apostar na reintegração escolar e no mercado de trabalho”, afiançou.

Centros de Vacinação vão continuar em funcionamento

O autarca deixou também a garantia de que os dois Centros de Vacinação em Gaia vão continuar a funcionar, estanho prevista uma avaliação da situação.

“O que está previsto é manter os Centro de Vacinação a funcionar. Inicialmente, tínhamos até 30 de junho o compromisso de manter os Centro em funcionamento. Neste momento, há uma evolução contraditória dos números de infeções que parecem apontar para uma nova vaga, que já está a acontecer em outros países e, à medida que as restrições forem aliviadas, vai chegar ao nosso País”, declarou.

“Até à Páscoa, vamos continuar a avaliar a situação e a fazer o que a Direção-Geral da Saúde pedir. Se a quarta dose avançar, temos de ponderar se os Centros de Saúde têm ou não capacidade para essa administração”, concluiu.

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