12 Agosto 2022, 12:52

Timor-Leste continua a viver com um “persistente problema de emprego” — PM

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Díli, 30 nov 2020 (Lusa) — Timor-Leste continua a viver com um “persistente problema de emprego” e não consegue criar empregos suficientes no setor formal para responder à crescente mão-de-obra jovem disponível, admitiu hoje o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak.


“Todos os anos mais de 30.000 timorenses atingem a idade ativa, mas apenas estão a ser criados 4.000 novos postos de trabalho no setor formal”, afirmou num discurso no arranque do debate na generalidade do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2021.


“As insuficientes oportunidades de ensino pós-secundário e um mercado de trabalho formal pequeno estão a obrigar a maioria da nossa população a prosseguir os seus meios de subsistência através da agricultura de subsistência, das microempresas e do trabalho não qualificado”, considerou.


Taur Matan Ruak disse que o país precisa de “empregos e de empregos que sejam sustentáveis” para a subsistência dos cidadãos, notando que, por isso, a proposta do OGE inclui várias políticas que não só procurarão melhorar o ambiente económico, mas fortaleceram setores como agricultra e turismo, apostando em paralelo na formação profissional.


“Um grande constrangimento de desenvolvimento que enfrentamos para criar emprego é a falta de competências técnicas e empresariais entre os jovens. As suas competências serão essenciais para impulsionar uma economia estável e diversificada, que crie empregos dignos no setor privado”, disse.


Oficialmente, o Governo mantém o objetivo de criar 60 mil empregos no próximo ano, medida que o executivo tem vindo a promover desde a sua tomada de posse, em 2018, mas que nunca alcançou.


Aliás, no parecer de análise do OGE 2021, os deputados da Comissão de Finanças Públicas do Parlamento Nacional consideram mesmo que “ao assumir o objetivo tão ousado de gerar novos 60.000 empregos no próximo ano, o Governo parece estar algo alheado da realidade”.


Uma situação particular agravada, notam os deputados, tendo em conta o “elevado grau de incerteza quanto às reais consequências sociais e económicas da pandemia da covid-19 e do comportamento futuro da procura e da oferta global.


Além do emprego, a estratégia do Governo para 2021 procura combater a pobreza, beneficiando de uma recuperação económica “mais rápida do que o esperado”, mas tendo em conta a possibilidade de que “algumas das distorções económicas persistam mesmo depois do fim da recessão”.


“Acreditamos que podemos alcançar ganhos de produtividade e criação de emprego com outras políticas que apoiam o desenvolvimento de setores produtivos”, afirmou.



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