28 Setembro 2021, 13:38

Tour: Vice-campeão Primoz Roglic desiste

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O ciclista esloveno Primoz Roglic, segundo classificado da Volta a França no ano passado, abandonou hoje a prova francesa devido às lesões resultantes da queda sofrida na terceira etapa, anunciou a sua equipa, a Jumbo-Visma.

“Primoz Roglic e a Jumbo-Visma decidiram que Roglic vai abandonar a Volta a França. O esloveno não estará hoje à partida para a nona etapa, em Cluses, e vai concentrar-se em novos objetivos”, pode ler-se no sítio oficial da formação holandesa.

O esloveno de 31 anos, que no ano passado perdeu a vitória no Tour para Tadej Pogacar (UAE Emirates) no contrarrelógio do penúltimo dia, caiu nos últimos quilómetros da terceira etapa da 108.ª edição e, no sábado, acabou a oitava tirada a quase 35 minutos do seu jovem compatriota, novo camisola amarela da prova.

Van der Poel abandona um dia depois de perder a liderança

O holandês Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix) desistiu também da Volta a França, um dia depois de ter sido destronado da liderança pelo esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), na oitava etapa, confirmou a organização.

Van der Poel, de 26 anos, vestiu a camisola amarela da 108.ª edição da «Grande Boucle» durante seis dias, depois de ter vencido a segunda etapa, no Muro de Bretanha, tendo caído ontem para o 23.º lugar da geral, a 17.20 minutos do líder e campeão da prova.

O neto de Raymond Poulidor, o «eterno segundo», já tinha admitido ponderar, no dia de descanso, na segunda-feira, a continuidade na corrida, uma vez que o seu grande objetivo para esta temporada é o ouro olímpico na prova de cross-country olímpico (XCO) em Tóquio2020, marcada para 26 de julho.

“Infelizmente, não vou alinhar hoje. Decidi, em conjunto com a equipa, que o melhor para mim seria abandonar a corrida e concentrar-me nos Olímpicos”, disse o holandês antes do arranque da nona etapa.

«MVDP», que apareceu equipado à partida para a nona tirada, antes de decidir desistir, assumiu saber que seria difícil prosseguir até Paris, onde o Tour termina em 18 de julho, oito dias antes da prova olímpica de XCO.

“Tenho outros objetivos e, devido à pandemia [de Covid-19], seria impossível para mim fazer toda a Volta a França e chegar no topo da minha forma a Tóquio. Vivi uma semana fantástica e regressarei no próximo ano para ir até Paris”, prometeu.

Van der Poel alcançou, na sua estreia no Tour, algo que o seu avô nunca conseguiu, apesar de ser o ciclista que mais vezes (oito) terminou no pódio da «Grande Boucle»: vestir a camisola amarela.

O holandês, que foi muito apoiado nas estradas francesas durante os seus dias de amarelo, não alinhou à partida para a nona etapa do Tour, a segunda consecutiva nos Alpes, entre Cluses e Tignes, numa distância de 144,9 quilómetros, tal como o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), vice-campeão em 2020.

 

“Tomámos esta decisão juntos. Não faz sentido continuar desta maneira. Agora, é tempo de recuperar e procurar novos objetivos. Estou muito desapontado por ter de deixar o Tour, mas tenho de aceitar. Permaneço otimista”, assegurou o bicampeão da Volta a Espanha.

‘Rogla’ assumiu ainda que, num primeiro momento, não pensou que a queda na terceira etapa o obrigasse a desistir, mas que, com o passar dos dias, percebeu que não estava a recuperar.

“Mesmo tendo-me surpreendido a mim mesmo no contrarrelógio [foi 7.º], senti-me mal nos dias seguintes. As etapas longas e duras tiveram impacto. Agora, vou procurar recuperar”, concluiu.

Um dos grandes favoritos ao triunfo final nesta ‘Grande Boucle’, o líder da Jumbo-Visma abandona a prova francesa quando ocupava a 51.ª posição da geral, a 39.45 minutos do camisola amarela, Tadej Pogacar.

O pelotão enfrenta hoje, na nona etapa, uma jornada alpina de 144,9 quilómetros entre Cluses e Tignes, onde está instalada a primeira chegada em alto desta edição do Tour.

 

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