24 Setembro 2021, 10:23

Trabalhadores dos impostos agredidos devido a maior afluência aos serviços

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 15 jun 2021 (Lusa) — O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) disse hoje que tem recebido relatos de agressões a funcionários devido à crescente afluência de contribuintes aos serviços de finanças, sem marcação prévia, após o regresso do atendimento presencial.


Em comunicado, o STI conta que “tem tido, desde ontem [segunda-feira], reportes de agressões a funcionários à porta de Serviços Locais de Finanças, devido à crescente afluência de contribuintes sem marcação prévia”.


O sindicato refere que esta situação ocorre na sequência da resolução do último Conselho de Ministros, em 09 de junho, que estipulou a retoma dos atendimentos presenciais sem marcação em serviços públicos desconcentrados.


“Estas agressões a trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira são inaceitáveis e demonstrativas da crescente falta de respeito que existe em relação a esta autoridade do Estado”, diz o STI.


O sindicato defende que o atendimento presencial continue a ser feito por marcação prévia, limitando-se os restantes atendimentos sem marcação a questões urgentes e de resolução imediata.


Por outro lado, continua o STI, “deve ser providenciada a contratação de segurança para os serviços de maior afluência, pois está a ser posta em causa não só a integridade dos trabalhadores como a própria saúde pública”, afirma.


O STI adianta que vai fazer chegar esta preocupação ao secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, acrescentando que o governante tem reconhecido “o esforço diário” dos trabalhadores dos impostos, que “aumentou com a pandemia”.


“Temos alertado que o discurso político e os constantes ataques aos trabalhadores do Fisco, com maior relevância desde 2015, podem criar esta sensação de impunidade naqueles que optam conscientemente por não cumprir a lei”, realça o sindicato.



DF // EA


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