26 Setembro 2021, 13:09

Trabalhadores dos TST pedem reunião urgente à empresa para debater proposta

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 09 jun 2021 (Lusa) – Os trabalhadores dos TST – Transportes Sul do Tejo, que hoje cumprem um dia de greve, vão pedir uma reunião à empresa depois de esta ter apresentado uma proposta que fica aquém do esperado quanto à tabela salarial.


Em declarações à agência Lusa após um plenário, o sindicalista João Saúde, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), disse que os trabalhadores ficaram “indignados” com as propostas da empresa que não vão de encontro ao que pretendiam – uma atualização salarial – e colocam em cima da mesa a hipótese de voltar à greve.


“Por isso, os trabalhadores decidiram manter a greve de sexta-feira e hoje vão pedir uma reunião à administração da empresa.


Os trabalhadores dos TST, que servem a Península de Setúbal, marcaram dois dias de greve para hoje e sexta-feira para exigir uma atualização salarial.


“A empresa entregou uma proposta aos trabalhadores na terça-feira na qual avançavam com um aumento do valor das diuturnidades em 01 de julho em 15 euros”, disse.


Entre as propostas, está também a eliminação em janeiro de 2022 da rubrica de agente único.


“O trabalhador tem um subsídio por fazer o trabalho de cobrador de bilheteira [agente único]. A empresa quer eliminar e integrar o valor no salário. Isto dá a falsa ideia de que os trabalhadores dos TST passariam de um salário de 700 euros para 840 euros e isso é o que já recebem”, contou.


A empresa propõe também, segundo João Saúde, o aumento do subsídio de alimentação para 6,50 e de 7,63 para o subsídio de alimentação em deslocado.


“Os trabalhadores reunidos em plenário não concordaram com estas propostas que não lhes dão nada de concreto relativamente à evolução da tabela salarial. Um salário entre 900 a 1000 euros base, tendo em contra o desgaste da profissão de motorista, a responsabilidade e a violência dos horários, seria, nesta altura, um salário para possível acordo”, disse.


De acordo com João Saúde, a adesão à greve de 24 horas dos trabalhadores, que teve início às 03:00, está entre 90 e 95% de adesão.


Por seu turno, fonte oficial da empresa disse à Lusa que a greve regista uma adesão de 89,6% nos serviços de transporte e de 70,4% no total dos trabalhadores.


Em 20 de maio, os trabalhadores tinham dado 15 dias à empresa para responder à exigência de atualização salarial e, como não obtiveram resposta, decidiram avançar para a paralisação.


Na altura, João Saúde explicou que os trabalhadores exigem a atualização dos seus vencimentos porque entendem que “não podem estar a ganhar o salário mínimo nacional”, sublinhando que a profissão de motorista é uma profissão de grande responsabilidade e sujeita a um enorme esforço em termos de horários.


A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, abrangendo os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, e efetuando serviços de transporte de passageiros, através de carreiras urbanas, suburbanas e rápidas.



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