26 Janeiro 2022, 08:36

Três capacetes azuis do Bangladesh feridos na República Centro-Africana

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bangui, 01 jan 2022 (Lusa) — Três capacetes azuis do Bangladesh ficaram feridos na sexta-feira, dois deles com gravidade, quando uma mina terrestre explodiu à passagem do veículo em que seguiam no noroeste da República Centro-Africana, foi hoje anunciado.


A informação foi hoje divulgada através de um comunicado de imprensa da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca).


Durante vários meses, os grupos armados que chegaram à República Centro-Africana, repelidos das grandes cidades, recorreram a técnicas de guerrilha e instalaram explosivos nas estradas principais para atrasar o avanço das forças governamentais.


“Os três ‘soldados’ da paz faziam parte de um comboio do contingente de Bangladesh que realizava uma patrulha de proteção da população, no eixo Bouar-Bocaranga”, a mais de 500 quilómetros de Bangui, “quando ocorreu a explosão”, explica o comunicado.


“Os dois feridos graves foram transportados de helicóptero para Bouar para tratamento no hospital Minusca”, refere ainda a nota.


Na quinta-feira, três outros soldados da paz da Tanzânia ficaram feridos, um gravemente, na explosão de outro artefacto explosivo no oeste do país.


As minas são disseminadas principalmente no noroeste do país pelos rebeldes do grupo 3R (Retour, Réclamation, Réhabilitation) – um dos grupos armados mais poderosos – que as colocou nos principais eixos estratégicos.


Desde agosto, oito pessoas, incluindo duas mulheres e uma criança de cinco anos, foram mortas em consequência das minas na região, segundo a Minusca.


A organização lembra que os ataques contra as forças de manutenção da paz podem constituir crimes de guerra e podem ser processados por tribunais nacionais e internacionais.


Em dezembro de 2020, parte dos grupos armados que então ocupavam mais de dois terços do país lançaram uma ofensiva para impedir a reeleição do presidente Faustin Archange Touadéra.


Graças principalmente ao apoio dos paramilitares russos e soldados ruandeses, o governo desde então reconquistou todas as principais cidades e ’empurrou’ os rebeldes de volta para as florestas.



RCP // JNM


Lusa/fim

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