02 Julho 2022, 12:16

Três centenas de músicos em palco no Festival Internacional de Música de Viseu

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Viseu, 22 mar 2022 (Lusa) — Três centenas de músicos vão estar, durante o mês de abril, nos vários palcos do 15º Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, que retomará os concertos com público, após duas edições condicionadas pela covid-19.


Apesar da pandemia, o festival não parou e os músicos, “que tanto sofreram naquele período”, conseguiram fazer o seu trabalho e “levá-lo às pessoas, mas as pessoas estavam em casa”, lembrou hoje o diretor artístico, José Carlos Sousa, em conferência de imprensa.


“Não é a mesma coisa nem para os músicos que estão no palco e veem a sala sem ninguém, nem para as pessoas que estão em casa. Mas foi a forma possível”, frisou.


Entre 02 e 29 de abril, já será possível assistir presencialmente a 19 concertos, que envolvem cerca de 300 músicos (a maior parte deles das orquestras), em representação de países como Brasil, Argentina, China, Eslováquia, Grécia, Espanha, França, Itália e Portugal.


Segundo José Carlos Sousa, será a primeira vez que se juntam seis orquestras numa edição do festival, nomeadamente Orquestra Juvenil de Viseu (dia 10), Orquestra de Saxofones do Dão (dia 13), Pangea e Orquestra Poema (dia 14), Orquestra Filarmónica Portuguesa (dia 22), Orquestra Filarmónica das Beiras e Quarteto do Rio (dia 24) e Orquestra XXI (dia 29).


O responsável disse aos jornalistas que os concertos das orquestras se realizam na Aula Magna do Politécnico de Viseu, à exceção do marcado para o dia 22, que, atendendo ao número de músicos, ocorrerá no ginásio da Escola Secundária Emídio Navarro.


Aproveitando a presença na conferência de imprensa da vereadora da Cultura, Leonor Barata, José Carlos Sousa pediu-lhe que a autarquia avance “muito rapidamente” com o prometido Centro das Artes e do Espetáculo de Viseu, uma vez que a cidade não tem uma sala que permita acolher uma orquestra de maior dimensão.


No dia 22, a Orquestra Filarmónica Portuguesa tocará “três estreias de obras de compositores portugueses, que foram encomendadas em parceria com a Miso Music Portugal”, avançou.


As obras em estreia são “Naked Lunch”, de Sara Carvalho, “La Transfiguration de l’Impossible”, de Miguel Azguime, e “As sete trombetas e a nova Jerusalém”, de José Carlos Sousa.


O diretor artístico congratulou-se por, no dia 24, finalmente se realizar o concerto da Orquestra Filarmónica das Beiras e do Quarteto do Rio, adiado dois anos por causa da pandemia, que impedia a viagem dos músicos do Brasil para Portugal.


A programação do festival inclui também concertos de solistas, duos e trios. Entre os solistas internacionais encontram-se os guitarristas Carlo Curatolo e Élia Portarena (de Itália) e Karol Samuelcik (da Eslováquia) e o pianista Qing Li (da China).


José Carlos Sousa destacou ainda a realização do quinto Concurso Internacional de Guitarra, cuja final está marcada para o dia 09, com um painel de jurados oriundos de Portugal, Espanha, França, Grécia e Eslováquia.


“Infelizmente, concorrentes portugueses ainda não temos quantidade e qualidade para termos muitos a chegar à final”, lamentou, contando que “este ano está um na meia-final”.


O festival manterá a aposta na formação, com masterclasses e workshops destinados a estudantes e profissionais de música nas áreas do piano, do clarinete, do violino e da guitarra, e os habituais concertos pedagógicos em escolas e outras instituições da cidade.


O orçamento do 15º Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu é de cerca de 150 mil euros, estando ainda por definir o valor a atribuir pela autarquia.


A vereadora Leonor Barata frisou que o festival é um dos eventos âncora da programação da cidade, que “são fundamentais, porque permitem ter uma dinâmica coerente e constante da atividade cultural”.



AMF // JEF


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