18 Outubro 2021, 12:27

Tribunal de Hong Kong considera culpados mais três ativistas democratas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Hong Kong, 07 abr 2021 (Lusa) – Três ativistas pró-democracia de Hong Kong, incluindo Jimmy Lai, foram hoje considerados culpados de participação não autorizada numa manifestação e podem vir a ser condenados a penas entre um e cinco anos de prisão.   



Lee Cheuk-yan, ex-membro do Conselho Legislativo e Yeng Sum, antigo líder do Partido Democrático foram libertados sob fiança.



Jimmy Lai, patrão de um importante grupo de comunicação social, voltou à cadeia sendo que enfrenta mais três processos por posições tomadas contra a supressão de liberdades impostas a Hong Kong pela República Popular da China. 



À saída do tribunal de Wanchai, Região Admnistrativa Especial de Hong Kong, Lee Cheuk-yan disse que, apesar de ter sido considerado culpado, não vê de que forma agiu mal contra a sociedade.



“Nós hoje fomos considerados culpados, mas não fizemos mal nenhum. Foi um ato de desobediência civil. Nós queremos ter o direito à manifestação e reafirmamos o direito das pessoas em participarem em marchas (de protestos)”, disse Lee que foi libertado sob fiança.



“Nós acreditamos que a ‘História vai absolver-nos’, porque acreditamos que os progressos políticos e os direitos das pessoas têm de ser reclamados pelas pessoas para que possam exercer os direitos de manifestação”, acrescentou. 



O tribunal exibiu imagens dos três acusados no dia 03 de agosto de 2019, numa manifestação de protesto que acabou em confrontos com a polícia em vários pontos da cidade de Hong Kong.



As sentenças proclamadas hoje são mais um duro golpe contra os movimentos de oposição, depois de outros sete membros da oposição, incluindo Lai e um outro ativista de 82 anos, terem sido condenados, na quinta-feira passada, por organizarem e participarem numa outra marcha em 2019. 



O governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong e o Governo Central de Pequim têm processado judicialmente inúmeras figuras da oposição para exercerem um maior controlo sobre a antiga colónia britânica, com mais de sete milhões de habitantes. 



Pequim ignorando as exigências da oposição impôs em 2020 a nova lei de segurança nacional e alterou no mês passado a lei eleitoral, reduzindo significativamente o número de deputados eleitos por sufrágio direto na região.



Muitos ativistas estão presos e uma grande parte partiu para o exílio no estrangeiro. 



 



PSP



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