07 Outubro 2022, 02:01

Trump apela à calma em mensagem a “todos os americanos”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Washington, 13 jan 2021 (Lusa) — O Presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou hoje à calma “a todos os americanos”, com a aproximação de novas manifestações por todo o país e quando se aproxima a investidura em 20 de janeiro de Joe Biden.


“Peço-vos: nada de violência, nada de crimes, nada de vandalismo”, escreveu o inquilino da Casa Branca num breve comunicado enviado num momento em que o Congresso se prepara para o acusar pelo assalto ao Capitólio na passada quarta-feira.


“Não é o que representamos e não é o que representa a América”, acrescentou. “Apelo a TODOS os americanos a contribuírem para reduzir as tensões”, escreveu ainda.


A Câmara de Representantes dos EUA iniciou hoje a discussão e vai votar de seguida a instauração de um processo de destituição ao Presidente Donald Trump, acusado de ter incitado um ataque ao Capitólio na passada quarta-feira.


Este procedimento segue-se a um pedido formal, discutido na terça-feira à noite, para que o vice-Presidente invocasse a 25.ª emenda da Constituição para retirar poderes a Trump, invocando os riscos da sua manutenção no cargo para a segurança do país, que Mike Pence recusou, alegando que não serve os interesses do país.


O artigo para o novo processo de ‘impeachment’ de Donald Trump – que, se vier a ser aprovado, como tudo indica, será o único Presidente a ser alvo de dois processos de destituição durante o mandato — foi apresentado na Câmara de Representantes, na segunda-feira, acusando o líder republicano de “incitação a insurreição” por ter induzido os seus apoiantes a assaltar o Capitólio, na passada quarta-feira.


Os democratas lutam agora contra o relógio, para conseguir que o artigo de destituição seja aprovado na Câmara e levado a tempo de ser votado no Senado, antes da tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden.


A obtenção de uma maioria simples na Câmara de Representantes para iniciar o julgamento político de Trump parece exequível, mas mais difícil será obter a maioria de 2/3 no Senado, ainda controlado pelos republicanos, para conseguir a sua remoção do cargo.



PCR (RJP) // EL


Lusa/Fim

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