09 Setembro 2022, 11:21

Trump recusa-se a responder a questões da Procuradoria-Geral de Nova Iorque

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Agora que chegou aqui…

Ao longo do último ano, o MUNDO ATUAL tem conquistado cada vez mais leitores.
Nunca quisemos limitar o acesso aos nossos conteúdos, ao contrário do que fazem outros órgãos de comunicação, e mantivemos sempre todas as notícias, reportagens e entrevistas abertas para que todos as pudessem ler.
Mas precisamos do seu apoio. Para que possamos, diariamente, continuar a oferecer-lhe a melhor informação, não só nacional como local, assim como para podermos fazer mais reportagens e entrevistas do seu interesse.
O MUNDO ATUAL é um órgão de comunicação social independente e isento. E acreditamos que para que possamos continuar o nosso caminho, que tem sido de sucesso e de reconhecimento, é importante que nos possa ajudar neste caminho que iniciámos há um ano.
Desta forma, por tão pouco, com apenas 1€, pode apoiar o MUNDO ATUAL.

Obrigado!

PUB – CONTINUE A LER A SEGUIR



O ex-Presidente norte-americano Donald Trump, ouvido hoje sob juramento numa investigação cível sobre suspeitas de fraude financeira dentro da Trump Organization, anunciou que se recusou a responder a perguntas da Procuradoria-Geral de Nova Iorque.

Dizendo novamente ser vítima de uma “caça às bruxas”, declarou em comunicado que recusou “responder a perguntas, ao abrigo dos direitos e prerrogativas concedidos a todo o cidadão pela Constituição dos Estados Unidos”.

Trump invocou assim o seu direito contra a autoincriminação, previsto na 5ª emenda da Constituição norte-americana.

“Não tenho absolutamente nenhuma escolha porque o atual Governo e muitos procuradores deste país perderam todos os limites morais e éticos da decência”, disse.

“A conselho do meu advogado e por todas as razões mencionadas, recusei-me a responder às perguntas ao abrigo dos direitos e privilégios concedidos a todos os cidadãos pela Constituição dos Estados Unidos”, acrescentou em comunicado.

O interrogatório aconteceu dois dias depois das buscas do FBI (polícia federal norte-americana) à residência do ex-Presidente em Mar-a-Lago, na Florida.

As buscas foram realizadas ao abrigo de uma investigação federal sobre documentos oficiais que terão sido levados para a propriedade do ex-Presidente e não estão relacionadas com este processo cível.

Numa mensagem publicada na sua rede social, a Truth Social, Trump descreveu a investigação da Procuradoria-Geral de Nova Iorque como “a maior caça às bruxas na história dos Estados Unidos”.

“A minha grande empresa e eu estamos a ser atacados por todos os lados”, salientou o ex-Presidente republicano (2017-2021).

O inquérito de Nova Iorque está a ser conduzido pela procuradora-geral do estado, Letitia James, que Trump descreve como uma “racista” na sua publicação, que conclui exclamando “República das Bananas!”.

O processo conduzido por Letitia James procura determinar se a Organização Trump inflacionou o valor dos seus ativos de forma a obter empréstimos bancários e, em paralelo, reduziu esse mesmo valor com a intenção de pagar menos impostos.

A investigação é cível, pelo que, independentemente das conclusões, não poderá apresentar acusações criminais contra a família Trump.

Sem comentários

deixar um comentário