23 Maio 2022, 00:51

Ucrânia: Biden promete que não deixará aliados europeus reféns de energia russa

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Washington, 28 abr 2022 (Lusa) — O Presidente dos EUA, Joe Biden, disse hoje que não deixará que a Rússia “intimide” os países europeus com ameaças de bloqueio de recursos energéticos e considerou “irresponsáveis” as declarações do Kremlin sobre uso de armas nucleares.


“Não permitiremos que usem as suas reservas de petróleo ou de gás para evitar as consequências da sua agressão. Estamos a trabalhar com outros países, como Japão, Coreia do Sul ou Qatar para ajudar os nossos aliados europeus, ameaçados por essas chantagens”, prometeu Biden.


Esta semana, a Rússia bloqueou a venda de gás à Bulgária e à Polónia e ameaçou outros países que não aceitem pagar as faturas de energias em rublos.


Sobre as ameaças do Presidente russo, Vladimir Putin, de usar armas nucleares, Biden disse que as declarações são “irresponsáveis” e ilustram o “sentimento de desespero” de Moscovo na guerra na Ucrânia.


“Ninguém deve fazer comentários vazios sobre o uso de armas nucleares ou sobre a possibilidade de usá-las. Isso é uma irresponsabilidade. Isso mostra o sentimento de desespero que a Rússia sente perante o seu miserável fracasso em alcançar os objetivos iniciais”, disse o Presidente norte-americano.


Biden pediu hoje ao Congresso mais 33 mil milhões de dólares (cerca de 31 mil milhões de euros) para ajudar a Ucrânia a resistir à invasão russa.


Na proposta hoje apresentada – que a Casa Branca quer que sirva para apoiar as necessidades da Ucrânia durante cinco meses — inclui mais de 20 mil milhões de dólares (cerca de 19 mil milhões de euros) em assistência militar a Kiev e para reforço da Defesa dos países vizinhos.


A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



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