07 Julho 2022, 05:16

Ucrânia: França está a fornecer forças ucranianas com armas e mísseis antitanque

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Paris, 22 abr 2022 (Lusa) — A França, que até agora se tinha mostrado relutante em fornecer determinados equipamentos militares à Ucrânia, está a enviar para o país invadido pela Rússia canhões e mísseis antitanque, divulgou hoje o Presidente francês Emmanuel Macron.


O chefe de Estado francês avançou com os detalhes do fornecimento militar a Kiev durante uma entrevista ao jornal Ouest France.


Questionado sobre se os europeus deveriam ajudar a Ucrânia com armamento pesado, Macron referiu que não pretende interferir com a política de cada um, mas ao mesmo tempo sublinhou que existe muita coordenação e que discutiu a matéria, esta semana, com o chanceler alemão Olaf Scholz.


Macron realçou que a França já está a entregar “equipamentos importantes”, especificando o fornecimento de canhões autopropulsados Caesar e os mísseis antitanque Milan, entre outro tipo de armamento, embora não tenha adiantado números ou outros detalhes.


“Acho que temos que continuar este caminho. Sempre com a linha vermelha de não nos convertermos em beligerantes”, acrescentou.


O sistema Caesar consiste num veículo todo-o-terreno, equipado com um canhão de 155 milímetros capaz de atingir um alvo a 40 quilómetros de distância.


A França utilizou este equipamento em operações no Afeganistão, Iraque e Sahel e exportou-o para sete países.


Segundo fontes francesas citadas pelo Ouest France, uma dezena destes sistemas do seu Exército vão ser enviados para a Ucrânia, o que permitirá acelerar a modernização da artilharia daquele país.


Já quanto aos mísseis antitanque de Milan, desenvolvidos pela indústria militar francesa e alemã, o Le Monde tinha noticiado em 09 de março que a França tinha cedido “várias dúzias”, entre 28 de fevereiro e 03 de março.


A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.


A ofensiva militar causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, mais de 5 milhões das quais para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU — a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


 


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