10 Setembro 2022, 00:07

Ucrânia: Macron declara apoio à Moldávia e à Geórgia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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O Presidente francês declarou hoje a sua “determinação em apoiar” os vizinhos orientais da União Europeia Moldávia e Geórgia “contra toda a tentativa de tensão e desestabilização”, face à guerra na Ucrânia.

“Mantemo-nos ao lado da Moldávia e da Geórgia para defender a sua soberania e a sua segurança”, disse Emmanuel Macron num encontro com as Presidentes da Geórgia e da Moldávia, Salomé Zurabishvili e Maia Sandu, respetivamente, precisando que convidou esta última a deslocar-se a Paris “no início da próxima semana”.

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, considerou, na sexta-feira, ser possível que a ofensiva russa em curso na Ucrânia se possa estender à Moldávia e à Geórgia, antigas repúblicas soviéticas que possuem territórios separatistas pró-russos.

A Transnístria, na Moldávia, possui uma base militar próxima da cidade ucraniana de Odessa.

“Queremos estar ao lado dos que hoje receiam pela sua segurança”, afirma a nota do gabinete de Macron, que cita ainda os países dos Balcãs e o Cazaquistão, acrescentando que “existirão outros contactos com os países nos arredores da Rússia nas próximas horas e nos próximos dias”.

Macron convocou o Conselho de Defesa para análise dos últimos desenvolvimentos sobre a crise ucraniana, nomeadamente, sobre o apoio à Ucrânia, as sanções à Rússia e “iniciativas diversas no plano internacional, proteção da comunidade francesa e apoio aos ucranianos que se dirigem para as fronteiras do seu país”, afirma a nota.

As prioridades de Paris continuam a ser a resistência ucraniana à invasão russa e a obtenção de um cessar-fogo, através de um pacote de medidas para tornar o custo da guerra muito alto para o Presidente russo, Vladimir Putin, nomeadamente, com sanções crescentes e o fornecimento de material militar defensivo à Ucrânia, acrescenta.

A Presidência francesa congratula-se com o isolamento da Rússia, sexta-feira, na ONU, onde foi a única a opor-se a uma resolução que reclamava a sua retirada da Ucrânia, numa votação que contou com a abstenção da China.

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