09 Dezembro 2022, 22:21

Ucrânia: Macron quer que autoridades russas respondam por crimes em Busha

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 03 abr 2022 (Lusa) – O Presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou hoje as imagens insustentáveis provenientes da cidade ucraniana de Busha, onde foram encontrados centenas de cadáveres, e defendeu que as autoridades russas “devem responder por estes crimes”.


“As imagens que nos chegam de Busha, cidade nos arredores de Kiev que foi libertada, são insustentáveis”, escreveu o Presidente francês no twitter.


Macron referiu, concretamente, as “centenas de civis encontrados nas ruas, assassinados”.


A ministra britânica dos negócios Estrangeiros, Liz Truss, também denunciou hoje os “atos revoltantes” cometidos pelo exército russo contra civis na Ucrânia, nomeadamente em Busha, na região de Kiev, e exigiu a realização de um “inquérito por crimes de guerra”.


Liz Truss assegurou que o Reino Unido defenderá a realização de um inquérito pelo Tribunal Penal Internacional e apelou de novo ao reforço das sanções contra a Rússia.


A agência France Press disse ter visto no sábado pelo menos 20 corpos de homens vestidos à civil numa rua de Busha e que um deles tinha as mãos atadas.


A ministra ucraniana dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kouleba, denunciou hoje “um massacre deliberado”.


A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.325 civis, incluindo 120 crianças, e feriu 2.017, entre os quais 168 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.


A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.


A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



RRA // JPS


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