22 Janeiro 2023, 09:37

Ucrânia: Mais de 870.000 regressaram a casa desde início da guerra

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Kiev, 12 abr 2022 (Lusa) — Mais de 870.000 ucranianos regressaram a casa desde o início da guerra, incluindo mulheres e crianças, anunciou hoje o serviço de guarda fronteiriça da Ucrânia.


“Atualmente, 25.000 a 30.000 ucranianos estão a regressar, por dia, ao país. Ao contrário dos primeiros dias, quando eram principalmente homens, agora também há mulheres, crianças e idosos”, afirmou o porta-voz da guarda fronteiriça ucraniana, Andrei Demtchenko, citado pela agência France-Presse (AFP).


Em 03 de abril, o Ministério do Interior relatou que quase 537.000 ucranianos tinham regressado a casa, segundo dados do serviço nacional da guarda fronteiriça.


“Dizem que a situação é mais segura, especialmente nas regiões ocidentais e que não podem permanecer mais tempo no estrangeiro, estão prontos para regressar ao país e ficar aqui”, acrescentou o porta-voz.


Mais de 4,6 milhões de refugiados ucranianos fugiram do seu país desde a invasão ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, em 24 de fevereiro, segundo números do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) hoje divulgados.


Tal volume de refugiados na Europa não era visto desde a Segunda Guerra Mundial.


Além destes, a ONU estima que há 7,1 milhões de deslocados internos, de acordo com os dados divulgados em 05 de abril.


No total, quase 12 milhões de pessoas, ou mais de um quarto da população, tiveram de abandonar as suas casas.


A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou pelo menos 1.842 civis, incluindo 148 crianças, e feriu 2.493, entre os quais 233 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.


A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



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