15 Maio 2022, 20:31

Ucrânia: Mais de cinco milhões de pessoas já fugiram do país

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Genebra, Suíça, 20 abr 2022 (Lusa) – Mais de cinco milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, divulgou hoje a ONU, classificando a situação como a maior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.


De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), 5.034.439 ucranianos deixaram o país desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro.


Nas últimas 24 horas foram registadas 20 mil novas saídas da Ucrânia, segundo a agência da Organização das Nações Unidas (ONU).


A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência que também integra o sistema da ONU, apontou, por sua vez, que mais de 218.000 pessoas de outras nacionalidades, principalmente estudantes e trabalhadores migrantes, também deixaram a Ucrânia e procuraram refúgio em outros países, o que significa que, em termos totais, mais de 5,25 milhões de pessoas fugiram do território ucraniano desde o início da guerra.


A ONU indicou igualmente que existem pelo menos 7,1 milhões de deslocados internos, elevando o número total de pessoas que foram forçadas a deixar as respetivas casas após a invasão russa para mais de 12 milhões, mais de um quarto da população do país.


A Polónia recebeu mais da metade das pessoas que deixaram a Ucrânia (2,8 milhões).


Outros países vizinhos também receberam um grande número de refugiados, como a Roménia (757.000, muitos destes passam antes pela Moldova) ou a Hungria (471.000).


Também foram registadas 549.000 saídas para a Rússia.


Posteriormente, muitos destes refugiados prosseguem viagem para outros países, mas esse dado não está, até à data, quantificado.


Segundo o ACNUR, há cerca de 13 milhões de pessoas retidas em áreas afetadas pela guerra na Ucrânia.


A maioria dos refugiados são mulheres, crianças e idosos, de acordo com as agências humanitárias das Nações Unidas.


Este é o maior êxodo de refugiados testemunhado pelo continente europeu desde o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).



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