05 Julho 2022, 11:24

Ucrânia: NATO não eleva níveis de alerta nuclear

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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O secretário-geral da NATO afirmou hoje que apesar das ameaças da Rússia, a Aliança não vê necessidade para alterar o seu nível de alerta de armas nucleares.

Jens Stoltenberg falava à agência norte-americana Associated Press a seguir às conversações sobre a segurança europeia com o Presidente polaco, Andrzej Duda, numa base aérea em Lask, no centro da Polónia, onde estão baseados os jatos de combate da Polónia e dos Estados Unidos na NATO F-15 e F-16.

“Faremos sempre o que for preciso para proteger e defender os nossos aliados, mas não pensamos que haja qualquer necessidade agora de alterar os níveis de alerta das forças nucleares da NATO”, disse Stoltenberg.

O Kremlin iniciou a invasão da Ucrânia na quinta-feira e hoje atingiu o centro da cidade ucraniana de Kharkiv.

A Rússia lançou o espetro de uma guerra nuclear, anunciando na segunda-feira que as suas forças, em terra, no ar e no mar, estavam em alerta máximo, seguindo uma ordem dada no fim de semana pelo Presidente Vladimir Putin.

A NATO em si não dispõe de armas nucleares, mas três dos seus membros têm este potencial — Estados Unidos, Reino Unido e França.

“Acreditamos firmemente que é imprudente e irresponsável a forma como a Rússia está a falar de armas nucleares”, afirmou Stoltenberg, num dos hangares da base, transformado numa sala de conferências, com jatos em volta.

Stoltenberg recordou que a Rússia assinou vários documentos concordando que a guerra nuclear não pode ser ganha e não deve ser travada.

Os Estados Unidos reforçaram recentemente o flanco oriental do território da NATO, com 5.000 tropas adicionais deslocadas para a Polónia e a Roménia.

Ambos os países fazem fronteira com a Ucrânia, que não faz parte da NATO.

Um contingente de tropas francesas viaja hoje para a Roménia para reforçar a região, indicou Stoltenberg.

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