14 Maio 2022, 21:21

Ucrânia: NATO pede à Rússia que pare imediatamente com escalada e diz confiar no diálogo

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bruxelas, 26 jan 2022 (Lusa) — O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, reiterou hoje o seu pedido à Rússia para “parar imediatamente” com a escalada na fronteira ucraniana, vincando ainda acreditar no diálogo, no dia em que os Aliados respondem por escrito a Moscovo.


“Com mais de 100 mil soldados em posição e mais a caminho, incluindo destacamentos significativos na Bielorrússia, apelamos mais uma vez à Rússia para parar de imediato com a escalada” na fronteira ucraniana, declarou Jens Stoltenberg, falando em conferência de imprensa em Bruxelas.


Vincando que esta é uma “altura sensível” na região, devido às posições de Moscovo, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) disse ainda “acreditar firmemente que as tensões e os desacordos devem ser resolvidos através do diálogo e da diplomacia, não através da força ou da ameaça da força”, razão pela qual enviou hoje propostas escritas à Rússia.


Entre as exigências da NATO, concertadas com as dos Estados Unidos, está a de “restabelecer o diálogo através dos respetivos escritórios em Moscovo e em Bruxelas”, bem como a de “reforçar os princípios da segurança europeia”, prevendo o “direito de cada nação a escolher os seus próprios acordos de segurança”. Pede-se igualmente que a Rússia se abstenha de “posturas coercivas, retórica agressiva e atividades malignas”.


A Aliança exige ainda à Rússia “uma conversa séria sobre o controlo de armas, incluindo armas nucleares e mísseis terrestres de médio e curto alcance” e “transparência militar”.


“A NATO é uma aliança de defesa e não procuramos o confronto”, assinalou Jens Stoltenberg.


A Ucrânia e a NATO têm denunciado, nos últimos meses, a concentração de um grande número de tropas russas perto da fronteira ucraniana, considerando tratar-se da preparação de uma invasão.


Os ocidentais receiam uma invasão russa do território do país vizinho, como a de 2014 que culminou na anexação da península ucraniana da Crimeia.


O Kremlin (Presidência russa) rejeita ter uma intenção bélica nestas manobras.



ANE // PAL


Lusa/fim

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