03 Julho 2022, 20:35

Ucrânia: ONU solicita 1,5 mil milhões de euros com urgência para ajuda humanitária

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Genebra, 01 mar 2022 (Lusa) — A ONU e as suas organizações parceiras lançaram hoje um apelo de urgência para arrecadar 1,7 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) destinados ajuda humanitária para a Ucrânia.


“Estamos a assistir àquilo que se pode tornar a pior crise de refugiados na Europa neste século”, disse Filippo Grandi, Alto Comissário da Organização das Nações Unidas para os Refugiados.


Desse valor total, 1,1 mil milhões de dólares (982 milhões de euros) devem permitir ajudar seis milhões de pessoas no próprio país por um período inicial de três meses, refere um comunicado de imprensa da organização, citada pela agência France-Presse.


Para ajudar os países que vão receber os migrantes a enfrentar o choque, a ONU precisa de 550,6 milhões de dólares (492 milhões de euros), para atender às necessidades básicas das pessoas que encontraram refúgio na Polónia – país que abriga mais da metade dos refugiados registados -, mas também na Moldova, Hungria, Roménia e Eslováquia.


Este montante deverá permitir alojar, distribuir dinheiro e dar apoio psicológico a pessoas que tiveram de fugir e deixar tudo para trás.


A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.


O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.


O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.



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