25 Setembro 2022, 05:16

Ucrânia: Portugal já aceitou mais de 27.000 pedidos de proteção temporária

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 04 abr 2022 (Lusa) — Portugal já aceitou mais de 27.000 pedidos de proteção temporária de refugiados da invasão russa da Ucrânia, segundo a mais recente atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).


Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, o SEF concedeu 27.228 pedidos de proteção temporária a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam naquele país.


O SEF acrescenta que entre os refugiados ucranianos que chegaram a Portugal e beneficiários da proteção temporária, 9.648 são menores.


No decorrer do processo para proteção temporária em Portugal, os cidadãos têm acesso aos números fiscal, de Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde (SNS), pelo que podem assim beneficiar destes serviços e ingressar no mercado de trabalho.


O SEF tem uma plataforma ‘online’, em três línguas, para pedidos de proteção temporária por residentes ucranianos.


A plataforma ‘SEFforUkraine.sef.pt’ “possibilita a todos os cidadãos ucranianos e seus familiares (agregado familiar), bem como a qualquer cidadão estrangeiro a residir na Ucrânia, fazer ‘online’ um pedido de proteção temporária de um ano, prorrogável por dois períodos de seis meses”, segundo o SEF.


A plataforma contém ainda informação relativa aos demais aspetos de acolhimento e integração de pessoas deslocadas.


A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.430 civis, incluindo 121 crianças, e feriu 2.097, entre os quais 178 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.


A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de dez milhões de pessoas, das quais 4,1 milhões para os países vizinhos.


Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



ARA (CMP) // JMR


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