13 Maio 2022, 12:40

Ucrânia: Primeiro-ministro canadiano faz visita surpresa a Irpin

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Kiev, 08 mai 2022 (Lusa) — O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, fez hoje uma visita surpresa à cidade ucraniana de Irpin, palco de combates entre soldados da Ucrânia e da Rússia, segundo um autarca local.


“[Trudeau] Veio a Irpin para ver com os seus próprios olhos todos os horrores que os ocupantes russos fizeram à nossa cidade”, escreveu o presidente da câmara, Oleksandr Markushin, na plataforma Telegram, onde partilhou fotos do chefe do Governo canadiano.


A visita de Justin Trudeau à Ucrânia não tinha sido anunciada.


“O primeiro-ministro está na Ucrânia para se encontrar o com o Presidente [ucraniano, Volodymyr] Zelensky e reafirmar o nosso apoio inabalável ao povo ucraniano”, afirmou o seu gabinete, citado pela agência France-Presse (AFP).


Markushin disse ter “agradecido sinceramente” ao primeiro-ministro canadiano pelo “apoio do Canadá à Ucrânia”.


“Acreditamos na cooperação contínua entre os nossos países na reconstrução das cidades ucranianas após a nossa vitória”, acrescentou o autarca.


Irpin, na periferia de Kiev, foi palco de fortes combates entre russos e ucranianos nos primeiros dias da invasão da Rússia, no final de fevereiro.


As forças russas tomaram rapidamente o controlo da cidade — com cerca de 60.000 habitantes antes da guerra — e ocupou-a durante todo o mês de março.


Kiev acusa as forças russas de terem cometido massacres em Irpin — assim como na vizinha Bucha –, depois de anunciar ter encontrado dezenas de corpos com roupas de civis após estas terem abandonado a cidade.


A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar provocou já a morte de mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.


A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



JO // MSF


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