13 Maio 2022, 11:10

Ucrânia: Reino Unido sugere que generais russos sejam julgados em tribunal militar

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Londres, 09 mai 2022 (Lusa) – O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, defendeu hoje que os generais russos devem ser levados a um tribunal militar pelo que fizeram na Ucrânia, que compara às ações do regime nazi na Segunda Guerra Mundial.


Num discurso hoje proferido no Museu Nacional do Exército, cujos excertos foram divulgados antecipadamente pelas agências internacionais, Wallace pretendeu denunciar a instrumentalização por parte do Presidente russo, Vladimir Putin, do 77.º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazi para esconder os “erros” cometidos na Ucrânia.


Milhares de soldados russos marcharam hoje no tradicional desfile militar do dia 09 de maio, o “Dia da Vitória”, na Praça Vermelha, em Moscovo, que assinala o dia em que a Alemanha nazi se rendeu às forças soviéticas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


“Através da invasão da Ucrânia, Putin, o círculo mais próximo e os generais estão agora a refletir o fascismo e a tirania de há 70 anos, repetindo os erros dos regimes totalitários do século passado. O destino também deve, certamente, eventualmente ser o mesmo”, apontou Wallace.


Na mesma intervenção, o ministro denunciou os generais russos “resplandecentes nos uniformes de desfile, carregados com as suas inúmeras medalhas – totalmente cúmplices da apropriação indevida de Putin da história orgulhosa dos antepassados”.


Segundo Wallace, os soldados russos “não estão apenas envolvidos em invasões ilegais e crimes de guerra, mas os comandantes falharam perante os próprios soldados a ponto de serem levados a um tribunal militar”, acrescentou.


Ben Wallace disse ainda que Vladimir Putin quer “intimidar” o mundo com o seu desfile militar em Moscovo, acusando os líderes militares russos de “corrupção”.


Putin quer que o povo russo se sinta “assombrado” e o mundo “intimidado” pelo “militarismo contínuo”, mas o conflito armado na Ucrânia “não faz mais do que desonrar os soldados”, reforçou o ministro britânico.


A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar provocou já a morte de mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.


A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.


 


BM // SCA 


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário