03 Julho 2022, 15:37

Ucrânia: Rússia diz-se pronta para tréguas no complexo Azovstal em Mariupol

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Moscovo, 22 abr 2022 (Lusa) — A Rússia assegurou hoje estar pronta para observar “a qualquer momento” uma trégua no complexo siderúrgico Azovstal, o último reduto da resistência das forças ucranianas de Mariupol, para permitir a saída civis e a rendição de combatentes.


“O ponto de partida desta pausa humanitária será o levantamento pelas formações armadas ucranianas de bandeiras brancas na totalidade ou numa parte de Azovstal”, disse o Ministério da Defesa russo em comunicado.


Os civis que saírem, garantiu Moscovo, terão a opção de se juntar a territórios sob controlo ucraniano ou russo e os soldados ucranianos serão bem tratados e os feridos socorridos.


“Esta iniciativa humanitária por parte da Federação Russa é válida 24 horas por dia”, disse o ministério, acrescentando que “autocarros e automóveis”, bem como ambulâncias, estão permanentemente disponíveis e prontos “para transportar pessoas”.


O ministério adiantou que transmitiu esta proposta à vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Verechtchuk, à ONU, à OSCE e ao Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e que a mensagem também será transmitida a cada 30 minutos “em todos os canais de rádio para os combatentes ucranianos em Azovstal”.


O Presidente russo, Vladimir Putin, reivindicou na quinta-feira a conquista, após quase dois meses de terríveis combates, da cidade portuária estratégica de Mariupol, embora o complexo industrial de Azovstal ainda esteja sob controlo ucraniano.


Em vez de um ataque para invadir este gigantesco e parcialmente subterrâneo espaço, ordenou que o mesmo fosse sitiado numa tentativa de forçar os seus defensores a renderem-se.


A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, desencadeando uma guerra em que já morreram mais de 2.000 civis, segundo a ONU, que admite que o número pode ser muito mais elevado.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



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