04 Julho 2022, 04:50

Ucrânia: UE vai criar fundo de solidariedade e está pronta para impor mais sanções à Rússia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bruxelas, 22 mar 2022 (Lusa) — Os líderes da UE vão aprovar a criação de um fundo de solidariedade com a Ucrânia e estão prontos para aprovar novas sanções, segundo o projeto de conclusões do Conselho Europeu, a que a Lusa teve hoje acesso.


“Tendo em conta a destruição e as enormes perdas causadas à Ucrânia pela agressão militar russa, a União Europeia (UE) está empenhada em prestar apoio ao Governo ucraniano para as suas necessidades imediatas e, uma vez cessada a ofensiva russa, para a reconstrução de uma Ucrânia democrática. Para o efeito, o Conselho Europeu concorda em criar um Fundo Fiduciário de Solidariedade da Ucrânia e apela a que se iniciem sem demora os preparativos”, lê-se no projeto de conclusões, que não especifica montantes.


Sem também mencionar prazos, o Conselho “apela à organização atempada de uma conferência internacional para angariar fundos no âmbito do Fundo Fiduciário de Solidariedade da Ucrânia”.


Os líderes da UE sublinham ainda estarem “prontos para avançar rapidamente com novas sanções”, tendo em conta o impacto que estas medidas têm tido na Rússia e Bielorrússia.


Os chefes de Estado e de Governo dos 27 — que se reúnem na quinta e sexta-feira, em Bruxelas – reiteram ainda a condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia e o apoio aos ucranianos, nomeadamente com ajuda financeira, material e humanitária, para além do apoio político.


A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 925 mortos e 1.496 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,48 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.


Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



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