17 Agosto 2022, 04:30

Ucrânia: Zelensky diz que Kiev começou a exportar eletricidade para a UE

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Kiev, 01 jul 2022 (Lusa) — A Ucrânia começou a exportar eletricidade “de maneira significativa” para a UE, através da Roménia, anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.


“Foi dado um passo importante na nossa aproximação à União Europeia” na quinta-feira, disse, na quinta-feira à noite, o líder da Ucrânia, país que recebeu na semana passada o estatuto de candidato à adesão à UE, aprovado pelos 27 Estados-membros.


“Este é apenas um primeiro passo”, sublinhou Zelensky, no habitual discurso, em vídeo, à população ucraniana.


“Estamos a preparar-nos para aumentar as exportações”, acrescentou.


O Presidente ucraniano defendeu que “a eletricidade ucraniana pode substituir uma parte considerável do gás russo consumido pelos europeus”.


“Não é apenas uma questão de receitas de exportação para nós, é uma questão de segurança para toda a Europa”, insistiu.


A Ucrânia estava ligada a rede elétrica russa até ao início da invasão, em 24 de fevereiro, tendo depois operado de forma autónoma até meados de março, altura em que foi ligada à rede europeia, o que deve ajudar o país a manter o funcionamento apesar da guerra.


“A partir de hoje, a Ucrânia pode exportar eletricidade para o mercado da UE”, indicou, na quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, na rede social Twitter.


Ursula von der Leyen descreveu este passo como uma vitória para os dois lados. “Isto trará uma fonte adicional de eletricidade para a UE. E uma receita muito necessária para a Ucrânia”, considerou.


A ofensiva militar da Rússia já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.


O conflito causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



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