13 Agosto 2022, 03:06

UE/África: Rei de Marrocos pede que migração seja vista também como oportunidade

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Rabat, 18 fev 2022 (Lusa) — O Rei Mohamed VI de Marrocos pediu hoje à União Europeia (UE) que dissipe “mal-entendidos” sobre a questão da migração, que o monarca diz que deve ser encarada não apenas como desafio, mas como “um conjunto de oportunidades”.


Esta é a mensagem do monarca para a sexta cimeira da UE e da União Africana, que termina hoje em Bruxelas, lida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, presente no encontro, de acordo com o texto do discurso divulgado pela agência oficial MAP.


“A pandemia demonstrou que, em termos de mobilidade, os migrantes não ameaçam a economia, têm mesmo um impacto positivo para os países de acolhimento, onde muitas vezes são ‘trabalhadores essenciais'”, sustentou o monarca.


Mohamed VI salientou que as bases da cooperação entre a União Africana (UA) e a União Europeia são regidas garantindo a educação, acelerando a formação e o emprego dos jovens, promovendo a cultura e ordenando a política de migração e mobilidade.


O monarca referiu-se ainda ao Observatório Africano das Migrações, um ‘think tank’ (grupo de reflexão) pan-africano recentemente inaugurado com sede em Rabat, que visa “restaurar as verdades” sobre a questão da migração, e conciliar os interesses de África e da Europa “quando parecem contraditórios”.


Os líderes da UE e da UA estão na capital belga desde quinta-feira, por ocasião da sexta cimeira entre as duas regiões, que não se realizava desde novembro de 2017.


Portugal assinou, em 12 de janeiro, um acordo bilateral com Marrocos para a mobilidade laboral, como recordou, na quarta-feira, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em declarações à Lusa.


Este acordo é, segundo frisou o representante, um exemplo de como avançar na gestão da mobilidade de forma que seja útil para todos e que respeite os direitos de todos.


Mas também para que se faça “de forma segura e não seja pretexto para redes de tráfico, de contrabando, de exploração de pessoas, que (…) são das mais cruéis que o mundo conhece”, disse ainda na altura o ministro, que integra a delegação portuguesa presente na cimeira.



ANP (FPA) // SCA


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