26 Janeiro 2022, 15:25

UE/Cimeira: PM luxemburguês contesta medida que impõe apresentação de teste negativo à covid-19

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bruxelas, 16 dez 2021 (Lusa) — O primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, contestou hoje a imposição por alguns países, como Portugal, da apresentação de um teste negativo de diagnóstico à covid-19 para entrar nos respetivos territórios, mesmo a viajantes vacinados da União Europeia (UE).


“A questão é: se temos novas regras nacionais individuais, como é que convencemos as pessoas a vacinarem-se?”, salientou Bettel, acrescentando considerar “uma má ideia” não se fazer distinção entre pessoas vacinadas e não vacinadas.


“Não é a decisão que vou defender na sala”, sublinhou, à entrada para a reunião do Conselho Europeu, que hoje decorre em Bruxelas.


Itália juntou-se a Portugal e Irlanda ao obrigar todos os viajantes que entram no seu território a apresentar um teste negativo de diagnóstico à doença covid-19, ainda que as pessoas possuam um certificado digital covid da UE (documento digital que prova que uma pessoa tem a vacinação completa, recuperou da doença nos últimos 6 meses ou recebeu um resultado negativo).


Os chefes de Estado e de Governo da EU celebram hoje em Bruxelas a última cimeira do ano, marcada pela situação geopolítica tensa a Leste, e que assinala a estreia do novo chanceler alemão.


A agenda deste Conselho Europeu volta ainda a ser consagrada ao combate à pandemia da covid-19, tema incontornável há quase dois anos e ‘reavivado’ com o surgimento da nova variante Ómicron, com os líderes dos 27 a discutirem ainda os preços da Energia, a futura política de segurança e defesa da União e os preparativos da cimeira com a União Africana (UA), prevista para o início de 2022.


Portugal está representado pelo primeiro-ministro, António Costa.


A covid-19 provocou pelo menos 5.320.431 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP).


A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.


Uma nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 77 países de todos os continentes, incluindo Portugal.



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