08 Outubro 2022, 16:31

UE compra mais 170 mil doses de vacinas contra o Monkeypox para entregar ainda este ano

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Agora que chegou aqui…

Ao longo do último ano, o MUNDO ATUAL tem conquistado cada vez mais leitores.
Nunca quisemos limitar o acesso aos nossos conteúdos, ao contrário do que fazem outros órgãos de comunicação, e mantivemos sempre todas as notícias, reportagens e entrevistas abertas para que todos as pudessem ler.
Mas precisamos do seu apoio. Para que possamos, diariamente, continuar a oferecer-lhe a melhor informação, não só nacional como local, assim como para podermos fazer mais reportagens e entrevistas do seu interesse.
O MUNDO ATUAL é um órgão de comunicação social independente e isento. E acreditamos que para que possamos continuar o nosso caminho, que tem sido de sucesso e de reconhecimento, é importante que nos possa ajudar neste caminho que iniciámos há um ano.
Desta forma, por tão pouco, com apenas 1€, pode apoiar o MUNDO ATUAL.

Obrigado!

PUB – CONTINUE A LER A SEGUIR



A Comissão Europeia anunciou hoje a aquisição de 170.920 doses adicionais da vacina contra o vírus Monkeypox do laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, para disponibilizar aos Estados-membros até final do corrente ano.

Em comunicado, o executivo comunitário aponta que esta aquisição eleva para 334.540 as doses de vacinas compradas diretamente pela União Europeia (UE) para distribuir entre os Estados-membros, assinalando que “ao longo das próximas semanas e meses” continuará a distribuir as vacinas já compradas aos países do bloco europeu e ainda Noruega e Islândia.

“Embora tenhamos assistido a uma diminuição dos casos de varíola dos macacos na UE durante as últimas semanas, a ameaça não passou, e não podemos baixar a nossa guarda. Temos de continuar a manter o ritmo dos nossos esforços para proteger os nossos cidadãos, especialmente os mais vulneráveis”, comentou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.

Além das vacinas adquiridas e distribuídas pela União Europeia, através da HERA, a Autoridade de Preparação e Resposta a Emergências Sanitárias, vários Estados-membros também têm adquirido doses de vacinas diretamente junto de laboratórios.

De acordo com a Comissão Europeia, desde o início do surto até 01 de setembro foram notificados cerca de 18.463 casos de varíola dos macacos em 29 países da UE e do Espaço Económico Europeu (Noruega, Islândia e Liechtenstein).

Também a 01 de setembro, na anterior atualização semanal sobre a evolução da doença no país, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que o número de casos confirmados de infeção pelo vírus Monkeypox em Portugal subiu para 871, mais 25 do que o total registado na semana anterior.

“Todas as regiões de Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira reportaram casos, dos quais 625 (78,5%) na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo”, adiantou a DGS, segundo a qual a recente média de novos casos confirmados de infeção pelo vírus Monkeypox “corrobora a desaceleração observada na notificação e, por aproximação, da transmissão da infeção”.

Em 16 de julho foi iniciada a vacinação dos primeiros contactos próximos e, até quarta-feira, já tinham sido vacinadas 388 pessoas, adiantou o departamento liderado por Graça Freitas, ao assinalar que continuam a ser identificados e orientados para esse processo os contactos elegíveis nas diferentes regiões do país.

De 01 de janeiro a 30 de agosto, foram reportados à Organização Mundial da Saúde 47.751 casos confirmados e 302 casos prováveis de infeção humana pelo vírus VMPX em 101 países, tendo sido registadas 15 mortes.

Os sintomas mais comuns da infeção por Monkeypox, ou varíola do macaco, são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

O vírus Monkeypox transmite-se por contacto físico próximo, nomeadamente com as lesões ou fluidos corporais, ou por contacto com material contaminado, como lençóis, atoalhados ou utensílios pessoais.

Sem comentários

deixar um comentário