07 Agosto 2022, 16:09

UE/Presidência: Costa adverte que pilar europeu é essencial para travar correntes iliberais

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 23 nov 2020 (Lusa) – O primeiro-ministro advertiu hoje que as transições digital e climática terão custos sociais e económicos e defendeu que o desenvolvimento do pilar social europeu é a forma de eliminar o “pasto” para o crescimento das correntes iliberais.


Esta posição foi defendida por António Costa numa conferência que se realizou na Universidade Católica, em Lisboa, durante a qual apresentou o plano da presidência portuguesa do Conselho Europeu no primeiro semestre de 2021.


O primeiro-ministro salientou que a cimeira social e o Conselho Europeu Informal, respetivamente nos dias 07 e 08 de maio, no Porto, com a aprovação final de uma declaração vinculativa sobre o pilar social da União Europeia, será “o evento central” da presidência portuguesa.


No dia 07 de maio, estarão no Porto os parceiros sociais europeus, representantes de entidades da sociedade civil, líderes dos Estados-membros e responsáveis das instituições comunitárias, sendo o objetivo a assinatura de uma declaração sobre o desenvolvimento do pilar social. E, no dia seguinte, terá então lugar o Conselho Europeu informal, onde será aprovada a “Declaração do Porto” sobre o pilar social.


“É preciso que haja confiança da sociedade nas transições climática e digital. Convém não ignorarmos que estas transições têm custos económicos e social, porque implicam mutações efetivas”, advertiu.


Numa nota de otimismo sobre o futuro, o líder do executivo disse acreditar que haverá “mais postos de trabalho criados do que aqueles que vão ser destruídos” com o decurso das transições digital e climática.


“Mas, seguramente, os [empregos] que irão aparecer não serão os mesmos dos que deixam de existir. E, porventura, não vão ser para as mesmas pessoas que ocupavam os postos de trabalho que serão destruídos”, assumiu.


Ora, este conjunto de mudanças, segundo o primeiro-ministro, “gera uma profunda angústia e medo – fatores que têm sido pasto importante para florescer o populismo nas suas vertentes nacionalistas, xenófobas e iliberais”.


“Se queremos combater com eficácia esta deriva populista temos de atacar o problema na sua raiz, reforçando a confiança das pessoas. Aí, a dimensão social da Europa é fundamental”, sustentou.


De acordo com António Costa, na sua resposta, a União Europeia tem de reforçar a sua estratégia ao nível das qualificações dos cidadãos, capacitando-os para o processo de transição, investir mais na inovação para preservar a competitividade das empresas, em particular as pequenas e médias.


“Mas temos também de reforçar a proteção social para garantir a todos que ninguém fica para trás nestes processos de transição climática e digital. O pilar social tem de ser uma base de confiança para se acelerarem as transições climática e digital”, acrescentou.



PMF // SF



Lusa/fim

Sem comentários

deixar um comentário