24 Maio 2022, 03:21

Um Homem com a pronúncia do Norte

Daniela Maia Autor
Administradora Hospitalar

E uma instituição hospitalar pública que, para além de complexa é altamente regulada e financiada por cada um de nós, requer, sim, alguém com sólida formação técnica, mas, e sobretudo, um profundo sentido de missão.

Foi há quarenta anos, mais precisamente, a 13 de outubro de 1981, que dez administradores hospitalares, de seu nome, Maria Fernanda Dias Taborda, Manuel Ferreira da Silva, Jorge Simões, Raul Moreno Rodrigues, Eduardo de Sá Ferreira, Rui António de Sá Ribeiro Pinto, António Neto Parra, José Meneses Correia, Maria Isabel Geralde e Margarida Trindade, constituíam, no Porto, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.

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É este o berço da APAH, uma associação amadurecida lentamente, por uma geração Vintage, depurada dez anos antes, em Renne, na formação avançada da École National de Santé Publique.
Quis a sorte que em 1995 viesse a estagiar e, depois, começasse a trabalhar, no Hospital Geral de Santo António com o seu administrador delegado, Dr. Raul Moreno Rodrigues, Homem discreto e observador, de invulgar inteligência e invejável caráter que me deu a conhecer- muitas vezes sem eufemismos- os sólidos alicerces com que esta geração concebeu a promoção social e deontológica dos seus sócios, a que se confunde, em génese e alcance, com a promoção do direto à proteção da saúde e do seu instrumento maior: o Serviço Nacional de Saúde.
Não consigo definir o legado deste grupo. Foram e continuam a ser a inspiração dos que com eles tiveram o privilégio de privar. São eles a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, as sementes de uma Escola Nacional de Saúde Pública que, mais do que nos ensinar gestão hospitalar, deu-nos perspetiva.
E uma instituição hospitalar pública que, para além de complexa é altamente regulada e financiada por cada um de nós, requer, sim, alguém com sólida formação técnica, mas, e sobretudo, um profundo sentido de missão.
E é assim o Dr. Raul Moreno Rodrigues tímido, discreto, estoico, apaixonado pelo serviço público. Sorte a minha que, atirada ao Mundo profissional, aprendi a olhar sempre para cima, para o alcance de um Homem Maior.
À entrada do que é conhecido como Edifício Luís de Carvalho do antigo Hospital Geral de Santo António, hoje Centro Hospitalar Universitário do Porto, uma placa evoca o seu grande companheiro de aventura, o Dr. Luís de Carvalho. Fá-lo com uns versos de Manuel Machado, lembrando a tenacidade e visão de quem desbrava o caminho com as mãos.
Falta-lhe a outra parte, a que deixo aqui, sem a qual o poema é incompleto:
“Nunca perseguí la gloria
Ni dejar en la memoria
De los hombres mi canción
Yo amo los mundos sutiles
Ingrávidos y gentiles
Como pompas de jabón”
Na sua casa, o primeiro café da manhã, sempre antes das 09h00.
Foram eles os Drs.

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