24 Maio 2022, 04:03

Uma semente em cada um de nós

mundoatual AdministratorKeymaster

A festa da liberdade que se celebra em Portugal desde 74 em chegou mais cedo a Itália, em 45, ano da libertação da europa do fascismo. Olhemos para o copo meio cheio: nós quase a dobrar o meio século, eles a caminho do centenário.

Seja este curto desabafo uma cápsula do tempo. Hoje é 25 de abril de 2022.
As ruas voltaram a ter cravos nas lapelas e caras descobertas, salpicando de vermelho e de sorrisos as ruas ao som de Sérgio, Zeca e dos boleros de Puebla.
A festa da liberdade que se celebra em Portugal desde 74 em chegou mais cedo a Itália, em 45, ano da libertação da europa do fascismo. Olhemos para o copo meio cheio: nós quase a dobrar o meio século, eles a caminho do centenário.

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Talvez fosse assim que antecipasse a celebração deste dia. Há pouco mais de quatro meses entrava em 2022 com o fim da pandemia e a promessa de uma recuperação económica tão esperada.
De repente, em pouco mais de quatro meses, tudo o que conhecíamos mudou.
Hoje, é 25 de abril de 2022 e defender os valores de Abril, de 54 ou 74 cá e lá, significa lutar ao lado batalhão Azov, celebrar a vitória do Sr. Macron, e abonar a capacidade diplomática do Sr. Erdogan.
Hoje é 25 de abril de 2022 e Elon Musk compra o Twitter, anunciando liberdade de expressão total, notícia saudada pelo Sr. Bolsonaro e pelo Sr. Trump.
Maio está à porta, e os Ucranianos, com um pragmatismo estoico e desconcertante, mostram-nos como eliminar o acessório, para não perder o essencial que lhes resta. Num chão queimado e estéril depositam, sem hesitação, as sementeiras de primavera.
Hoje, o primeiro 25 de abril em vivido madura democracia, aquela que ultrapassa em tempo o que os portugueses viveram em ditadura, procuro dentro de mim a semente dessa coragem que me permita acreditar, com a serenidade que se impõe, nos tempos que nos esperam.

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