31 Julho 2022, 22:42

“Vale a pena falar o português”, defende Marcelo perante alunos em Díli

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou hoje a Escola Portuguesa de Díli e uma escola timorense do projeto Centro de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE), onde defendeu a importância da língua portuguesa.

“Somos irmãos porquê, meninas e meninos?”, perguntou o chefe de Estado, perante centenas de alunos da escola CAFE de Díli. “Somos irmãos porque falamos — e falamos bem — uma língua comum, que se chama a língua portuguesa. Nós falamos o português. E vale a pena falar o português? Vale”, exclamou.

Marcelo Rebelo de Sousa, que tem 73 anos, prometeu que se uma jovem estudante desta escola timorense vier a ser Presidente da República Democrática de Timor-Leste, dentro de uns “20 e tal anos”, procurará manter-se vivo para a receber já “muito velhinho” em Portugal.

Mas com uma condição: “Que ela fale bem português. Se ela não falar bem português, eu fico muito zangado com ela. Não é possível andar numa escola como o CAFE de Díli e não falar bem português”.

Em seguida, pediu: “Quem quer aprender português levanta o braço. Eu quero ver muitos braços”.

O Presidente da República referiu que “o português é a quinta língua mais falada no mundo” e “na parte de baixo do mundo, na parte sul do mundo, é a segunda língua mais falada”, e disse aos alunos: “Chegam por exemplo a Macau ou a Goa, falam português. Chegam a Angola, falam português. Chegam ao Brasil, falam português. Chegam a Portugal, falam português”.

“Mas mais: falam português onde há timorenses, portugueses, brasileiros, angolanos, cabo-verdianos, são-tomenses, moçambicanos, guineenses espalhados pelo mundo. Estão em todos os pontos do mundo. São milhões e milhões e milhões”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa repetiu a imagem — que hoje contou ter ouvido de Xanana Gusmão — de que “falar o português é como ter um passaporte para viajar no mundo, é ter um tesouro na mão”.

O projeto CAFE, iniciado em 2015, tem como objetivos a formação de professores timorenses e o ensino da língua portuguesa através de um protocolo de cooperação bilateral, atualmente com mais de 300 professores, dos dois países.

Referindo-se aos 20 anos da restauração da independência de Timor-Leste que se assinalam na sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse, em nome dos portugueses: “Nós admiramos Timor-Leste, nós admiramos o povo de Timor-Leste, nós admiramos o que fizeram em 20 anos. Andaram tanto, fizeram tanto, são tão importantes”.

Antes, o Presidente da República esteve na Escola Portuguesa de Díli — Centro de Ensino e Língua Portuguesa Ruy Cinatti, que faz 20 anos, tantos quanto Timor-Leste como Estado independente, e tem agora cerca de 1000 alunos, a grande maioria timorenses.

Marcelo Rebelo de Sousa colocou todos a esticar os dedos no ar e a gritar em coro ao dizer: “Quem gosta desta escola levanta o dedo. E agora quem gosta de Timor-Leste levanta o dedo. E quem gosta também de Portugal levanta o dedo”.

“E quem promete estudar muito levanta o dedo. E quem promete estudar muito e conseguir também falar na língua portuguesa levanta o dedo”, prosseguiu. Perante as respostas afirmativas em uníssono, deu os parabéns a pais, alunos, professores e funcionários.

Depois, rindo-se, sugeriu ainda: “Quem está feliz com os pais que tem, levanta o dedo. E os pais que estão felizes com estas meninas e meninos levantam os dedos”.

“Eu queria só dizer-vos em nome de todos os portugueses, todos, muito obrigado a esta escola”, declarou o chefe de Estado, incentivando os alunos a aplicarem-se nos estudos, tendo em conta que “há muitas famílias à espera para colocarem cá meninas e meninos”.

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