18 Outubro 2021, 07:56

Vale Moçambique produz mais de 57 mil mudas de espécies autóctones para áreas de exploração

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 03 mar 2021 (Lusa) – A mineradora brasileira Vale anunciou que produziu mais de 57 mil mudas de espécies autóctones para reflorestamento em Moçambique, no âmbito do projeto de implantação de uma “cortina verde” sobre o muro que separa a área mineira das comunidades.


Segundo a Vale, em comunicado, a ação resulta do seu Plano de Gestão Ambiental, que já permitiu reflorestar mais de 260 hectares na mina de Moatize, o que “minimizou a emissão de poeiras sobre as zonas habitadas à volta das áreas de exploração”.


“Esta iniciativa permitiu ainda a reposição de espécies florestais no âmbito da manutenção da diversidade da flora e reposição de fonte de alimentação faunística e sustento das populações circunvizinhas que muito dependem da flora”, referiu a empresa.


De acordo com o documento, foram recolhidos cerca de 650 quilos de sementes de 30 espécies de plantas durante o ano anterior.


Em 2020, entre janeiro e dezembro, a mineradora doou cerca de 4.500 espécies de mudas de árvores de fruto e de sombra em todos os bairros das comunidades do distrito de Moatize.


Em Moçambique, a Vale é a principal empresa mineira de carvão, que por sua vez é o principal produto de exportação do país, sobretudo para a Ásia.


Em janeiro, a Vale anunciou a intenção de vender a exploração de carvão no país, justificando-se com objetivo de ser neutra ao nível das emissões de carbono até 2050 e reduzir algumas das suas principais fontes de poluição daquele tipo até 2030.


A empresa já assinou um princípio de entendimento com a parceira japonesa Mitsui, “permitindo a ambas as partes estruturar a saída da Mitsui da mina de carvão de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala (NLC, sigla inglesa), como primeiro passo para o desinvestimento da Vale no negócio de carvão.



LYN // LFS


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