24 Novembro 2022, 16:01

Vera Mota apresenta em Serralves, Porto, uma “cartografia poética” do corpo

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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Uma “cartografia poética” do corpo humano apresenta-se no Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, no Porto, pelos desenhos e escultura de Vera Mota, em “Sem Corpo/ Disembodied”, a primeira exposição da artista em contexto museológico.

Com inauguração marcada para hoje, ao final da tarde, os 17 “desenhos duplos” a tinta de óleo e uma “cabeça decepada” em bronze, que vão estar em exposição até 14 de maio de 2023, propõem um “diálogo permanente e tenso” entre desenhos e escultura.

Numa visita de imprensa, esta amanhã, a curadora-chefe da Fundação de Serralves, Inês Grosso, salientou que a mostra de Vera Mota representa um “momento muito feliz” para a programação de projetos contemporâneos da instituição.

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“Estamos perante um conjunto de desenhos que são uma espécie de cartografia poética do corpo humano (…) e com ela terminamos a programação de 2022 com a presença predominante da mulher, juntando Vera Amaro às exposições de Paula Rego, Cindy Sherman”, apontou a responsável.

Os 17 desenhos de “Sem Corpo/ Disembodied” estão expostos numa única sala e devem ser vistos dos dois lados: “Estes desenhos, de grandes dimensões, surgem como partituras que registam um intervalo de tempo e a participação física de um corpo agora ausente”, explica a Fundação de Serralves no roteiro da exposição.

A artista explicou que os desenhos surgem “do embate do corpo [das mãos] com a matéria, um exercício repetitivo, uma espécie de partitura da relação momentânea do corpo com o material”.

Seguindo o percurso traçado pelos desenhos, a um canto, uma “cabeça” entre aspas, porque a própria artista questiona se é mesmo uma cabeça: “Uma cabeça decepada que não pertence a um corpo é ainda uma cabeça? É uma cabeça simplificada, sem corpo, que repousa no chão, pesadíssima e o peso aqui importa, porque comprime, esmaga contra o chão”, explicou Vera Mota.

A escultura redonda, sem face, sem linhas, foi propositadamente alisada, feita “sem traços para a tornar mais objeto e menos cabeça”.

Já a curadora da exposição, Filipa Loureiro, destacou em “Sem Corpo/ Disembodied” o “constante diálogo entre os materiais, o papel e bronze”.

Vera Mota, licenciada em Artes Plásticas – Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, apresenta trabalhos desde 2003, destacando-se as exposições individuais mais recentes, “From Within the Midst of Things”, em Palma, Espanha (2022), “Ventriloquismo” (2021) e “Levar a cabeça aos pés” (2015), ambas em Lisboa.

Das performances de Vera Mota, nos anos mais recentes, destaque para “Curva Contínua”, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, “Head”, na EVA International – Ireland’s Biennial, em Limerick, e “What Is the Color When Black Is Burned?”, em Belenzinho, São Paulo, Brasil.

Entre outras coleções, a obra da artista está representada na Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português.

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