08 Dezembro 2021, 13:30

Victor Lafay acaba com jejum de 11 anos da Cofidis no Giro

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Guardia Sanframondi, Itália, 15 mai 2021 (Lusa) — O francês Victor Lafay venceu hoje a oitava etapa da Volta a Itália em bicicleta, encerrando um jejum de 11 anos da Cofidis na prova, num dia em que Nelson Oliveira (Movistar) voltou a ficar perto do triunfo.


Lafay, de 25 anos, cumpriu os 170 quilómetros entre Foggia e Guardia Sanframondi em 4:06.47 horas, fazendo vingar a muito disputada fuga do dia, com nove elementos, após uma aceleração na subida até à meta.


O italiano Francesco Gavazzi (EOLO-Kometa) acabou no segundo lugar, a 36 segundos, e o alemão Nikias Arndt (DSM) no terceiro, a 37, com Nelson Oliveira a 41 e João Almeida (Deceuninck-QuickStep) no 10.º lugar, primeiro do pelotão, a 4.48 minutos.


Nas contas da geral, o húngaro Attila Valter (Groupama-FDJ) chegou junto dos restantes candidatos e segura a liderança da geral, à frente do belga Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep), segundo a 11 segundos, e do colombiano Egan Bernal (INEOS), terceiro a 16.


A discussão da etapa começou praticamente ao quilómetro zero, após uma hora de acirrada competição pela formação da fuga do dia, com Ruben Guerreiro (Education First-Nippo) a tentar, entre dezenas de ciclistas que procuravam atacar, apenas para o pelotão, por uma ou outra razão, entre as várias equipas, os apanhar.


Acabou por vingar uma escapada com Nelson Oliveira, mas também o ‘sprinter’ colombiano Fernando Gaviria (UAE Emirates), a apontar aos ‘sprints’ intermédios para procurar aproximar-se da liderança da classificação dos pontos, hoje órfã do líder após o abandono do australiano Caleb Ewan (Lotto Soudal).


Nos últimos 10 quilómetros, e já depois de Gaviria cair na descida, acabando por perder força para acompanhar, a luta ‘aqueceu’, com Nelson Oliveira muito envolvido a tentar ‘abafar’ ataques dos rivais.


Ele próprio ainda tentou uma aceleração, a 8,2 quilómetros da meta, mas quem acabou por sair foi o italiano Giovanni Carboni (Bardiani-CSF-Faizanè) e o belga Victor Campenaerts (Qhubeka ASSOS), além do francês Alexis Gougeard (AG2R Citroën), deixando o luso na perseguição.


Esse trabalho do português acabou por beneficiar Victor Lafay, que acabou por se isolar da perseguição, alcançar Carboni, já sozinho na frente, e depois descolar a dois quilómetros da meta.


A vantagem só aumentou até final, numa vitória autoritária do jovem, que se estreia como profissional, dando à Cofidis uma primeira vitória no Giro desde 2010, e a primeira em grandes Voltas desde 2019 para a equipa que este ano é de escalão WorldTour. A França, de resto, também não vencia na ‘corsa rosa’ desde há dois anos.


“Sabia que os outros não eram trepadores, mas o Nelson Oliveira era o melhor, mantive-me de olho nele. Tinha confiança nas minhas pernas e ataquei a três quilómetros [foi a 2,4 quilómetros da meta], e não consigo acreditar, ainda, que ganhei. […] O dia foi muito duro, com dificuldade em entrar na fuga. Depois, o pelotão deu-nos sete minutos e deu para recuperar”, explicou.


Atrás, Gavazzi carimbou o 31.º segundo lugar da carreira, enquanto Nelson Oliveira, num dos melhores momentos de forma da carreira, voltou a ficar perto, como na quarta etapa, mas não conseguiu lá chegar.


Na luta pela geral, as equipas iam impondo um ritmo alto, para ‘ameaçar’ Attila Valter, mas uma queda no pelotão, envolvendo o espanhol Pello Bilbao (Bahrain Victorious), acabou por ser a única coisa a fazer diferenças de tempo.


O espanhol cedeu alguns segundos, assim como o australiano Jai Hindley (DSM), segundo em 2020, na sequência desse momento, mas de resto todos os favoritos chegaram ao mesmo tempo, com João Almeida a liderar o grupo para fechar o ‘top 10’.


O português subiu um posto para o 25.º lugar, a 4.49 minutos da ‘maglia rosa’ que vestiu por 15 dias no ano passado, enquanto Ruben Guerreiro, hoje 42.º, se mantém em 28.º, a 6.11. Nelson Oliveira subiu quatro lugares, para o 33.º posto, a 11.02.


No domingo, a nona etapa liga Castel di Sangro a Campo Felice em 158 quilómetros, com a chegada em alta montanha, numa tirada com uma contagem de terceira categoria, duas de segunda e outra de primeira, a coincidir com a meta.



SIF // AMG


Lusa/Fim

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