24 Janeiro 2022, 11:52

Visto de Novak Djokovic foi cancelado para proteger “sacrifícios” dos australianos – PM Austrália

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Sydney, Austrália, 14 jan 2022 (Lusa) – O cancelamento do visto do número um do ténis mundial, o sérvio Novak Djokovic, pelas autoridades australianas tem como objetivo proteger o resultado dos “sacrifícios” feitos pelos australianos durante a pandemia da covid-19, disse hoje o primeiro-ministro australiano.


“Os australianos fizeram muitos sacrifícios durante esta pandemia e, com razão, querem que o resultado desses sacrifícios seja protegido”, afirmou Scott Morrison num comunicado, referindo-se ao caso do jogador sérvio, que entrou na Austrália sem estar vacinado contra a covid-19.


O primeiro-ministro australiano lembrou que “fortes políticas de proteção de fronteiras mantiveram os australianos seguros, antes da covid-19 e atualmente durante a pandemia”.


Morrison disse no comunicado que “não fará mais comentários” sobre os “procedimentos legais em andamento” no caso de Djokovic.


Antes, o ministro da Imigração australiano, Alex Hawke, cancelou o visto do sérvio, o que poderá implicar na sua deportação.


Djokovic chegou a Melbourne a 05 de janeiro com uma isenção médica que lhe permitiria jogar no Open da Austrália sem ser vacinado contra a covid-19, mas o visto foi posteriormente cancelado pelas autoridades alfandegárias.


O sérvio ficou detido até uma decisão judicial proferida na segunda-feira, então a seu favor, mas o Governo australiano voltou hoje a cancelar o visto.


A decisão de hoje foi tomada “por razões de saúde e ordem pública”, disse Alex Hawke num comunicado.


Isto significa que, a confirmar-se a deportação, o tenista pode ficar proibido de entrar no país durante três anos.


Djokovic, que pretendia atingir o recorde de 21 títulos em torneios de Grand Slam caso ganhasse o Open da Austrália, admitiu esta semana ter prestado falsas declarações à entrada da Austrália.


Espera-se que os advogados do sérvio, de 34 anos, recorram da decisão em tribunal.


Para além de erros e inconsistências na declaração de Djokovic para entrar na Austrália, soma-se a violação das diretrizes de isolamento face à covid-19 na Sérvia.


Djokovic tinha declarado que não tinha viajado nos 14 dias anteriores, mas na realidade tinha viajado da Sérvia para Espanha, enquanto no seu país natal deu uma entrevista a um meio de comunicação social francês sabendo que testara positivo à covid-19.


Na quarta-feira, Djokovic foi incluído no sorteio do Open da Austrália, que começa na segunda-feira, e deveria jogar a sua primeira partida contra o compatriota Miomir Kecmanovic.


“O Governo (…) está firmemente empenhado em proteger as fronteiras da Austrália, especialmente em relação à pandemia de covid-19”, disse Hawke ao justificar a medida adotada após o tribunal ter ordenado a libertação do jogador de ténis na segunda-feira.


A Austrália, que tem eleições este ano, está a lutar contra um pico nos casos de covid-19, que passaram de menos de 2.000 por dia em dezembro para cerca de 150.000 esta semana.



CSR (JMC) // SB


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário