26 Novembro 2021, 23:08

Jogo memorável (e sofrido) garante ao FC Porto passagem aos «quartos»

©Mundo Atual

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O FC Porto sofreu a bom sofrer e, apesar da derrota (3-2) em Turim, diante da Juventus, está nos quartos de final da Liga dos Campeões.

A eliminatória terminou empatada (4-4) valendo aos «azuis e brancos» o maior número de golos marcados fora de casa.

O golo de Sérgio Oliveira, já no prolongamento, garantiu aos «dragões» a 11.ª presença entre as oito melhores equipas da Europa, repetindo o «feito» de 2018/19 quanto eliminaram a Roma, após reviravolta no Dragão.

Neste mesmo dia, recorde-se, há 17 anos, em Old Trafford o FC Porto, então liderado por José Mourinho, eliminou o Manchester United, com um golo de Costinha, numa caminhada que terminou com a conquista da Liga dos Campeões.

Em Turim, determinada a dar a volta à eliminatória, a Juventus criou o primeiro lance de perigo logo aos 2 minutos. Morata surge solto na área, fez o cabeceamento e Marchesín respondeu com uma espetacular defesa.

 

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Mas o FC Porto respondeu da melhor forma e podia também ter chegado ao golo. Zaidu fez o cruzamento perfeito para Taremi que, primeiro, permite a defesa ao guarda redes da «Juve» e, na recarga, viu a bola bater na trave.

Aos 19 minutos, o árbitro Bjorn Kuipers não teve dúvidas da falta de Demiral sobre Taremi na área e marcou grande penalidade a favor do FC Porto, que Sérgio Oliveira converteu.

A Juventus acusou o golo e parecia algo perdida no jogo perante um FC Porto que ia dominando e que chegava sucessivamente à área.

Ainda antes do intervalo, nova ocasião digna de registo para os italianos: o remate de Morata para nova defesa de Marchesín.

No final da primeira parte, nota apenas para os dados estatísticos da UEFA que indicavam 9 remates do FC Porto contra 6 da Juventus.

Juventus a todo o gás na segunda parte

A segunda parte começou praticamente com o golo do empate da Juventus, marcado por Chiesa (48’).

Logo depois, o FC Porto ficou reduzido a 10 depois de Taremi ter visto, em apenas dois minutos, dois cartões amarelos. O iraniano, após apito do árbitro, atirou a bola para fora e, mesmo garantindo que ouviu, acabou expulso.

A Juventus «carregou» e em superioridade numérica acabou por chegar, sem dificuldade, ao segundo golo, com Chiesa a bisar e a empatar a eliminatória.

Até ao final do encontro, a formação italiana esteve sempre por cima, criando perigo e ocasiões para chegar à vantagem, com Marchesín a ser uma das figuras do jogo.

No prolongamento, assistiu-se a uma primeira parte «dura» com muitas faltas de ambas as equipas e só na segunda metade houve golos. Primeiro por Sérgio Oliveira, aos 115 minutos, e um minuto depois por Rabiot.

Num jogo impróprio para cardíacos, o FC Porto segurou o resultado e festejou em Itália a vitória memorável sobre a Juventus e a continuidade na Liga dos Campeões.

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