26 Janeiro 2022, 20:26

Vodafone “está a analisar” acusação da AdC sobre publicidade em gravações automáticas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 16 dez 2021 (Lusa) — A Vodafone diz estar a “analisar” a acusação da Autoridade da Concorrência (AdC) que diz que três operadoras e a consultora Accenture restringiram a concorrência devido a um acordo para inserção de publicidade em gravações automáticas de televisão.


Contactada pela Lusa, fonte oficial da operadora disse apenas que “a Vodafone está a analisar a nota de ilicitude recebida” da AdC. As outras empresas envolvidas já contestaram as acusações.


Num comunicado divulgado na quarta-feira, a AdC “acusou a Meo, a NOS, a Vodafone e a Accenture de restringirem a concorrência ao combinarem entre si a inserção de 30 segundos de publicidade como condição de acesso dos respetivos clientes às gravações automáticas dos diferentes canais de televisão”.


A entidade indicou que a investigação “teve origem em informação divulgada em agosto de 2020 pela comunicação social, que mencionava que esta iniciativa entre os três maiores operadores de televisão por subscrição contava com o suporte tecnológico e operacional da mesma consultora”.


A AdC revelou que em agosto de 2020, “determinou a abertura de uma investigação, tendo em novembro do mesmo ano, efetuado operações de busca e apreensão, com vista a obter prova dos comportamentos em causa”, lê-se na mesma nota.


Da investigação levada a cabo pela Concorrência, a entidade concluiu que “o acordo levou a uma abordagem concertada por parte da Meo, NOS e Vodafone, em conjunto com a Accenture, em face dos clientes das três primeiras, os quais ficaram sem incentivo à mudança de operador, apesar de insatisfeitos com as alterações introduzidas, perante a degradação simultânea e concertada do serviço de televisão por subscrição”.


De acordo com a AdC, “o acordo visou, assim, preservar a estrutura de mercado relativamente estável e equilibrada, da qual os operadores beneficiam, uma vez que o mesmo minimiza a diferenciação nas ofertas de serviços de televisão por subscrição, em termos de preço ou outras condições de transação, em benefício dos operadores e em detrimento dos consumidores”.


Paralelamente, referiu a Concorrência, “relativamente à comercialização de espaço publicitário junto de anunciantes e agências, constatou-se que o acordo resultou na eliminação da concorrência entre os operadores, materializada numa uniformização das condições em que essa comercialização se poderia verificar, incluindo ao nível de preço, descontos e outras condições de comercialização relevantes para as entidades que adquirem espaço publicitário”.


 


ALYN // EA


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