30 Junho 2022, 21:51

Wall Street fecha em alta com estabilização no petróleo e tensão nas obrigações

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Nova Iorque, 22 mar 2022 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, em contexto de estabilização dos preços do petróleo e tensões no mercado obrigacionista, associadas às perspetivas de subida das taxas de juro.


Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,74%, para os 34.807,46 pontos, o tecnológico Nasdaq subiu 1,95%, para as 14.108,82 unidades, e o alargado S&P500 progrediu 1,13%, para as 4.511,61.


“Parece que já se bateu no fundo e o pior está atrás de nós”, desejou Maris Ogg, da Tower Bridge Advisors, estimando que os investidores já tinham incorporado a atitude mais agressiva da Fed para com a inflação.


Os investidores foram, de facto, confrontados com os comentários feitos na segunda-feira pelo presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, que foram considerados mais belicistas do que esperado face ao crescimento dos preços e em termos de política monetária.


“A inflação está muito forte”, lançou o dirigente da Fed, garantindo que o banco central norte-americano “vai tomar as medidas necessárias para um regresso à estabilidade dos preços”.


Também deixou a porta aberta a uma subida da taxa de juro de referência em 50 pontos-base (0,50 pontos percentuais) durante uma das próximas reuniões do comité monetário da Fed (FOMC, na sigla em Inglês).


“O Goldman Sach espera que a Fed suba a sua taxa sobre os fundos federais em 50 pontos-base nas reuniões de maio e junho — uma perspetiva que está cada vez mais integrada pelos investidores”, indicou Patrick O’Hare, da Briefing.com.


Mas para Maris Ogg, dadas as incertezas sobre a economia causadas pela invasão russa da Ucrânia, a Fed “pode esperar até às eleições parlamentares” nos EUA, em novembro, “antes de se mostrar mais agressiva nas suas subidas de taxas.


“Apesar do seu tom severo, pode ser que a Fed deixe o mercado agir por sua conta”, acrescentou a analista, apontando a viva subida dos rendimentos no mercado obrigacionista depois do discurso duro de Powell.


Os rendimentos das obrigações do Tesouro, tanto a curto como a médio prazo, subiram rapidamente na segunda-feira e a tendência manteve-se hoje. O rendimento do título a 10 anos atingiu mesmo os 2,37%, um máximo desde maio de 2019.



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