11 Agosto 2022, 01:12

Wall Street fecha em baixa com investidores a cederem à debilitação da economia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Nova Iorque, 19 mai 2022 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina terminou hoje em baixa, em ambiente problemático alimentado por sinais de enfraquecimento do crescimento da economia dos EUA, afetado pela inflação e um endurecimento monetário.


Os resultados definitivos da sessão mostram que índice seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 0,75%, o tecnológico Nasdaq recuou 0,26% e o alargado S&P500 desvalorizou 0,58%.


“Ontem (na quarta-feira), parece que houve uma vaga de vendas forçadas” pelos operadores sob pressão financeira, “mas hoje a sessão terá sido mais calma”, comentou Quincy Krosby, da LPL Financial.


Se os índices evoluíram hoje efetivamente em margens mais apertadas do que véspera, não obstante variariam fortemente ao longo da sessão, entre ganhos e perdas.


O S&P 500 aproximou-se hoje do limiar simbólico de uma perda de 20% em relação ao seu último recorde, estabelecido em 19 de janeiro.


Se o tivesse superado — as perdas ficaram em 19% -, Wall Street teria entrado oficialmente no designado ‘mercado urso’ (‘bear market’, em Inglês) isto é, além da simples correção.


“Aproximou-se deste limite, mas depois recuperou”, observou Quincy Krosby.


Os investidores estiveram “agitados”, consideraram os analistas do Wells Fargo, “devido ao temor com a possibilidade de a inflação e o endurecimento monetário continuarem a incitar à prudência”.


Quincy Krosby também destacou a baixa dos rendimentos obrigacionistas, devido à migração dos investidores para este mercado “para se protegerem da volatilidade do mercado acionista”.


O rendimento das obrigações do Tesouro dos EUA a 10 anos baixou assim para 2,85%, dos 2,88% da véspera.


“O que mudou nos últimos dias foi a sombra do crescimento”, segundo Quincy Krosby.


A mensagem foi protagonizada pelos conglomerados do comércio retalhista, dos quais vários representantes divulgaram lucros em baixa e margens roídas pela subida dos seus custos.


“Uma coisa é ver os analistas a falar”, disse, “uma outra é ouvir as empresas a dizerem que têm dificuldades com os preços mais elevados, que não conseguem repercutir nos consumidores”.



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